VIVER FÁCIL: ATITUDE IGNORANTE

Lembrei de uma frase do líder dos Beatles: “VIVER É FÁCIL DE OLHOS FECHADOS.” (John Lennon). Ocorre que uma grande parcela de nós, escolhe viver assim, porque talvez, tais pessoas, prefiram ignorar a realidade e fechar os olhos para tudo isso, pois, é mais fácil viver sem esse peso de uma escolha consciente.

A nossa reflexão de hoje, é no sentido de tentar compreender,  o motivo pelo qual, alguns de nós, fazem esta má escolha?  Isto é,  fazer de conta que as coisas ruins que acontece com outros não os diz respeito, dizem: desde que não seja com os meus, está tudo bem.

Regularmente, contudo, ao me deparar com dada situação, por exemplo: o poder público comete uma injustiça cerceando o direito de alguém, seja por uma sentença injusta ou mesmo com à aplicação de outra espécie de sansão que infrinja sofrimento uma pessoa estranha, e agimos de forma desinteressada, ignorando tudo. O mal dessa escolha, não está só no egoísmo da pessoa que se omite, mas também, ao individuo que decide viver assim.

É fato, que bons conselhos nunca fizeram mal a ninguém. Tem aquela fabula corporativa: um rato, uma fazenda e os demais, de um (autor desconhecido):

Conta a fábula: Que um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: — Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha disse: — Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse: – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! — Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações. O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: — O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então, o rato voltou para casa abatido para encarar a ratoeira. Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e os vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

A moral da história é muito clara:  “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que, quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.” 

Esta reflexão, serve também, para nos despertar quando a propagação dos assim chamados: “Fake News”, isso é,  as informações ou julgamentos que fazemos e  compartilhamos sem que tenhamos certeza da sua veracidade, da sua utilidade e certamente que esse tipo de “noticia” não guarda bondade alguma.

Por fim, devemos pensar mais no coletivo, somos seres essencialmente sociais, é certo que nunca viveremos isolados como se fossemos uma ilha, porque o individualismo que nos trouxe até este momento, como constamos diuturnamente, tem afetado a psique de milhões de nos, sobremaneira,  pela perda da razão de ser.© Elizeu NVL.

CONSELHO E CALDO DE GALINHA

O que não nos mata, nos torna mais forte!

Encare as adversidades da vida com humor saudável, pois, sabendo que determinada coisa ou evento é desagradável, de que adianta ficar lamentando? É certo que a parte ruim já se encontra no problema, então! Se preocupar é sofrer em dose dupla.

Sobre os maus sentimentos: ódio, irá e raiva, para que lhes serve? — senão para provocar alterações fisiológicas e sociais: dores e doenças, e inimizades. Então! Aja com serenidade, tanto quando seja possível.

A prudência, não significa ter sangue de barata, mas, aprender dosar tudo antes de agir. As boas atitudes nos ensinam: “seja um boticário em tudo o que fizeres, faça com que seja pesado e medido para que cure não mate o paciente.”

Por fim, para a maioria das pessoas a distância que existe entre a felicidade e a frustração é uma linha tênue, porque o que é bom e o que é ruim, às vezes, é só uma questão de percepção.© Elizeu NVL.

BEM-ESTAR: COMO SABER

Vivemos na era dos “personal trainer: style; fitness; coach; gurus”, e tantos outros que vemos por aí, não é mais exclusividade das celebridades, pessoas comuns, também recebem tais orientações, trata-se da realidade contemporânea. Entretanto, não vejo há nada de errado buscar auxílio de profissionais, quando o assunto e a obter eficiência em cada área que empreendemos, sobremaneira, visando o nosso bem-estar.

Proponho, contudo, uma reflexão, com um questionamento: será que não estamos aplicando todos os nossos esforços e foco, numa determinada área e negligenciando outras igualmente importantes para as nossas vidas?

Como dizia o Jack, vamos por parte!

Um primeiro lugar, convém definir o que é bem-estar. Como sempre fazemos aqui, falaremos com base empírica, ou seja, pelas nossas próprias experiências. O bem-estar, portanto, pode ser entendido com tudo aquilo que fazendo em prol da boa qualidade de vida, essa, que deve contemplar a nossa trindade interna: (mente, emoções e desejos), além, é claro, e de suma importância, a nossa saúde física e espiritual. E, sabido, que os resultados da vivência com bem-estar, é a uma vida com qualidade melhor, que proporcionará longevidade e tudo que disso decorra.

A miúde como na canção do Zé Ramalho: convém citar alguns resultados específicos da vivência nesta condição ideal: há um estado de conforto, boa disposição, sendo sinônimo de segurança, aconchego, tranquilidade, dentre outros aspectos positivos.

Depois, como diz o Rabino Eliahu Haski:  “galera, vamos para 100%, na prática!”. Na prática, isso significa que qualquer esforço que busque obter alta performance, ou seja, o melhor desempenho, a primeira área afetada, seja positiva ou negativamente, como é presumível é a nossa saúde e por conta disso, devemos ficar atentos.

Porque, ao fazermos muitos esforços físicos, dietas, intervenções evasivas (cirurgias) em busca do corpo “ideal”, ou se dedicando a alegria para atender as nossas emoções, ou ainda, realizando desejos que antes era um tabu, com vistas a livrar-se das próprias sombras psíquicas. Seja qual for a atividade sempre corremos o risco de afetar negativamente as demais áreas.

Portanto, há que sempre buscar o equilíbrio em tudo que fizermos, e ter em mente, de que nada adianta ter um corpo sarado e uma cabeça (psique) doentia, igualmente, alguém mergulhado na espiritualidade e isolar-se demais, ou pessoas “top style” e com péssimos hábitos e comportamento, etc.

Por fim, devemos considerar o nosso foco, esforços, energias e recursos como meios, com os quais, poderemos atingir os fins, que deve vir sempre o bem-estar em primeiro lugar. © Elizeu NVL.

CONFLITO: ALEGRIA E TRISTEZA

Queiramos admitir ou não, o fato é que a nossa vida é cheia de emoções extremas: com momentos alegras, ora com muita tristeza, e há ainda, aqueles confusos. Pois, pela incompreensão da realidade e por cultuarmos a ideia utópica de felicidade permanente é que ocorre há este descompasso, que termina nos sentirmos mais infelizes que felizes.

Julgo que por conta disso, muitos de nos se perdem na jornada da vida por justamente não suportarem a realidade tal como ela é, e acabam por sucumbirem às vicissitudes: vícios, violência e para alguns até perda do sentido da própria existência.

Como sempre faço aqui, não tenho a pretensão de responder tudo a ponto de esgotar o assunto, no entanto, convido para fazer uma reflexão, com viés empírico: prático,  pelas próprias experiências.

Recentemente fui questionado pelo fato de ter deixado a religiosidade… É muito simples! Foi porque não quero mais terceirizar as minhas responsabilidades, quais sejam? Aquelas que decorrem das minhas escolhas e o retorno que a lei da causa e efeito me destinará.

Ademais, ocorre que estamos sempre esperando que alguém arrume a nossa “bagunça”, ou seja, nos perdoe, nos provenha de tudo, ajeite a nossa vida e garanta a nossa felicidade. Entretanto, não queremos ter a responsabilidade por nossas escolhas: ações e omissões.

Além disso, sempre esperamos que algo que não controlamos, ou seja, o mundo fora de nós (parte externa) atenda os nossos anseios. Deixamos de lado, a única parte que podemos controlar, que é o nosso interior: a nossa percepção da realidade de forma inflexível.

Por fim, a nossa insatisfação decorre na maioria das vezes, porque desejamos que o mundo em volta corresponda aos nossos desejos e esperanças, quando é notório, que, se mudássemos a nossa percepção da realidade, poderíamos certamente viver mais momentos felizes que os tristes. © Elizeu NVL.

O CONHECIMENTO: PARA QUE SERVE

Depois de viver certo tempo, aprendemos que a maioria das pessoas estuda pelas suas ambições (carreiras e dinheiro),  e, em decorrência disso, não aprendem o essencial, qual seja?  O conhecimento de si mesmas, e terminam por serem indivíduos frustrados e infelizes.

O fato que isso não é novo! Se buscarmos na história, veremos que é contemporâneo ao mistério de Apostolo Paulo de Tarso, o qual compartilhava as idéias da escola filosófica (Estoica), parafraseando o seu amigo Sêneca: Existem erros cometidos por culpa de quem ensina intelecto e não sobre como se deva viver. Há também alunos que procuram aprender apenas por suas carreiras, e não o conhecimento de si, sobretudo, o saber de como elevar as suas almas. Assim, o estudo se torna uma filologia, ou seja, só o estudo das palavras.

Por fim, tudo o que aprendermos deve ser: (verdadeiro, bom e útil), lembrando do filtro do mestre Sócrates, do contrário, para que serve títulos e diplomas? ©Elizeu NVL.

ESCOLHA: É SUA VERDADE OU FICÇÃO?

São tempos sombrios para pensadores, porque nestes dias, a regra é que tudo na vida deva acorrer segundo uma dada lógica: o dito certo é o que é certo e ponto. Contudo, partindo do pensamento de Descartes no discurso do método, em que tudo é duvidoso: (se duvido penso, se penso, logo existo), por meio desta dúvida metódica, é quando se inicia o pensamento e de onde tudo deve começar.

Filosofia a parte, vale a pena refletir de uma perspectiva existencial, sobre o que fazemos se são pelas nossas escolhas, por exemplo: o que consumimos; o nosso lazer; o que ouvimos; assistimos; até a nossa espiritualidade e tantos outros assuntos. Ocorre que uma grande parcela somos condicionados a um dado modo de consumo, sugerida de maneira quase automática, pela Internet ou pelo ‘marketing’ tradicional. O fato é que poucas pessoas escolhem por si, contudo, o mais grave disso, é que estamos assimilando essas (facilidades) como se fosse uma mera comodidade.

No plano existencial, no entanto, há uma contradição, porque, pensar ou escolher deve ser uma atividade essencialmente de cunho subjetivo. Devemos, portanto,  voltar pensar conscientemente e fazer as nossas escolhas conforme o nosso livre arbítrio, ou seja, segundo a nossa (própria) vontade. Não devemos aceitar que nos tornemos meros objetos animados, como se fossemos personagens de uma obra de ficção.

Por fim, devemos dar um sentido a nossa existência, ou seja, viver a verdade das nossas escolhas, não nos submetendo à algo só para sermos aceitos por determinado grupo ou meio social,  só pelo fato deste deter o “status” de ideal pela tribo. Pois, no momento que deixarmos a subjetividade em detrimento da escolha de outrem, a nossa humanidade racional será reduzida a mera obra de ficção. © Elizeu NVL.

HUMANIDADE: A CARÊNCIA DO MUNDO

Recentemente uma amiga do ‘facebook’ me sugeriu gentilmente que comentasse sobre o amor espiritual. Não sei se compreendi seu pedido, mas, como aquariano que vive no mundo das ideias e (sou grato por isso), me empenharei. Julgo que abordarei algo que vá ao encontro das expectativas da “friend”.

Como tudo na vida, desde uma grande jornada, e até para ir diariamente ao nosso banheiro, começa com um passo. Nesta reflexão, o primeiro passo é compreender o que é espiritualidade.  No entanto, para falar sobre um tema tão relevante, convém antes, firmar o que não é espiritualidade.

Não é espiritualidade seguir qualquer religião, com o devido respeito. Trata-se de coisas distintas, pouco importa o que é dito nos léxicos. Porque, todas as religiões têm em comum, a defesa de determinada doutrina, e isso por si só é incompatível com o mundo espiritual, pois, este transcende o tempo, o espaço e seus fins são essencialmente universais: equilíbrio, que vai muito além da insignificante compreensão humana.

Vale frisar, que não tenho a pretensão de aprofundar no tema com intuito de esgotar o assunto, antes, contudo, provocar uma reflexão que seja esclarecedora e traga alento a todos que leem nosso blog.

Depois de compreender que espiritualidade não se trata de religiosidade, devemos perceber que isso tudo está inteiramente ligado a nossa característica primordial que diferencia dos outros seres deste planeta, que é nossa humanidade. Isso, guarda referência com a nossa maneira de pensar, sentir ou agir, independente da influência da cultura ou da religião.

Viver humanamente é viver plenamente, de maneira tal, que a ética esteja no cerne de todas as ações que praticamos, seja qual for o ramo do conhecimento humano e compreender que nada (absolutamente nada) escape a equidade: (a observação dos critérios de justiça, ou seja, sempre a maneira mais justa em cada situação).

Lógico, que essa ideia de justiça seja utopia nesta terra, contudo, o grande problema não esse, pois, se só praticarmos o justo olhando para um modelo injusto que vemos, o mundo e nada nunca mudará.

Portanto, devemos praticar o justo e viver com justiça pela nossa porção de humanidade, pois, como sabemos, apenas uma gota faz transbordar um grande recipiente, assim, se cada um cuidar da sua parte talvez num futuro não muito distante viveremos no reino dos céus, pois, neste, não há medida injusta: este é o mundo da espiritualidade.

Por fim, para tratar da espiritualidade é preciso antes elevar o nosso nível de consciência sobre tudo, para que a nossa humanidade seja plena. Tal grau de pureza é até incompatível com o que praticamos e vemos ao nosso redor, por exemplo: (os sentimentos negativos: sejam os possessivos, os odiosos, os vingativos e outros de mesma esfera). Além disso, é essencial que abstenhamos cada vez mais da predisposição dos nossos instintos: (desejar e praticar futilidades pelo simples prazer). Talvez então, poderemos compreender e experimentar o mundo espiritual. © Elizeu NVL.

O SEU AMOR: É CONVENIENTE, EMOCIONANTE OU CALIENTE

Atire a primeira pedra quem nunca se debruçou sobre as próprias lagrimas, seja lamentando por amor não correspondido, ou por ter perdido um “grande amor”? — não precisamos pensar muito, julgo que há unanimidade sobre esse tema.

A questão é: como saber que o que se sente por alguém é amor, de que tipo?

Antes de entrarmos na questão propriamente dita, convém alertar, que o nosso proposito aqui, como sempre, é refletir sobre um tema do ponto de vista empírico, ou seja, pelas nossas próprias experiências, para isso, faremos com sensibilidade e uma boa dose de honestidade própria.

Alertamos, que não temos a pretensão de explicar tudo.

Em primeiro lugar, devemos pensar no amor como muito peculiar para cada pessoa, ou seja, algo que provem do íntimo. Por conta disso, faz-se necessário metodizar um pouco, para tornar o assunto mais didático e assim ser mais acessível a todos.

Neste nível, vamos fazer uso das definições dos autores franceses: Pierre e Roland, sobre o nosso íntimo: razão, sentimento e instinto, respectivamente denominando-os de ÁGUIA, LEÃO e BOI. Sendo: a Águia a nossa consciência, o leão as nossas emoções e o boi os nossos desejos. Esses três animais, portanto, representam a nossa figura trina, ou seja, a trindade humana. Pois, é fato que (pensamos, sentimos e desejamos), contudo, o mais importante disso, é saber qual destas partes de nós, está no controle no momento em que dissermos “eu te amo” para alguém.

Na esfera externa, ou seja, na forma como manifestamos o amor. Desde há muito tempo, num passado remoto, que já se perdeu na poeira do tempo, nos ensinaram sobre o amor. Que ele, é algo sublime; maravilhoso; misterioso; é só possível para quem cumprisse determinado ritual ou confessasse fé a dogmas… Julgo, porém, que a coisa seja bem mais profana do que divina, pois, diz respeito ao que sentimos que independente de fé, crença e outras alegorias.

Neste sentido, os gregos até classificaram o amor em cinco tipos:

Ludus – amor de alegria: Amor descontraído, sem compromisso. Sua única intenção é prazer e diversão.

Storgeamor de pai e mãe: É o amor que se baseia na relação de pais que cuidam dos seus filhos.

Ágape – amor incondicional: esse amor é global, nos inspira a fazer o bem ao próximo.

Eros – amor com desejo: É o nome grego para cupido, que atira em pessoas com suas flechas e causa as paixões avassaladoras.

Philia – amor entre irmãos: É o amor sincero, compartilhado entre irmãos e amigos. Esse amor também pode ser encontrado em relacionamentos conjugais.

Respeitamos sobremaneira os mestres gregos, mas, a nós, interessa, o que externamos em relação ao cônjuge, a pessoa amanda. De forma, que um fato persiste: e esse, é, que tudo vem de dentro de nós. Pois, só manifestamos algo gerado pela nossa figura trina, ou seja, pelos três bichos: (Águia; Leão e o Boi) que representam tudo que manifestamos, vejamos:

Se sua personalidade é pautada pela parte racional, na figura águia, como já dissemos: você sempre analisará os ”pros” e contras para dizer para alguém: eu te amo. Sendo certo, que este relacionamento será menos romântico e deveras pouco caliente;

Se você é do tipo que decide pelo lado emocional, na figura do leão, certamente terá aquela relação melosa, grudenta e cheia de “coraçãozinhos” que mergulhará de cabeça e dirá a pessoa amada: eu te amo de olhos fechados, como se não houvesse o amanhã;

Se você age pelos seus instintos, na figura do seu boi, por certo terá um amor de oportunidade e conveniência momentânea, pois, seus sentimentos se baseiam somente nos desejos, não é difícil concluir que quando a atração acabar com ela também tal amor acabará.

Por fim, como sempre fazemos em nossas reflexões, buscamos encontrar uma resposta simples, pois, a nossa experiência já demonstrou que é dessa maneira que as melhores soluções são conhecidas. Portanto, busquemos o equilíbrio em tudo que fizermos, sobretudo, em questões de amor, façamos como que coexistam os três bichos harmonicamente, por certo que teremos um relacionamento que vale a pena quando disser: “eu te amo”. © Elizeu NVL.

MORTE: POR QUE EVITAMOS TANTO FALAR?

Por que algo inevitável nos causa tanto pavor? — talvez, porque seja um grande tabu! Especialmente, se você é ocidental, onde a cultura (cristã) predomina e sempre tratou o tema com tanto simbolismo, denotando uma espécie de castigo: “o salvador, inocente morreu na cruz por culpa dos pecadores…”. Pontuando nessa parte uma apoteose, contudo, como sabemos que é a mensagem que torna alguém mortal em imortal.

Teologias a parte, não temos interesse no aspecto religioso desse evento da vida, mas, antes, refletir sobre esse inevitável momento de uma existência, sobre tudo, com um olhar mais real e com outra conotação, ou seja, algo positivo. Pois, se julgamos que a (vida) não se resume a parte biológica, é certo que devemos enxergar um horizonte mais significativo.

Muito embora, a simples ideia de morte como final de uma vida, seja chocante e nos cause emoções tristes e intensas, entretanto, do ponto de vista do mundo das ideias, ou seja, do (reino dos céus), tudo pode ser mais claro, como naquela canção: “E tudo ficou tão claro, O que era raro ficou comum. Como um dia depois do outro. Como um dia, um dia comum” (Engenheiros do Hawaii).

Recentemente, conheci um ponto de vista que me motivou escrever esta. Trata-se da ideia que durante a vida, morremos três vezes: a primeira morte ocorre quando perdemos a inocência: (constamos que o mundo não é como os contos de fadas); depois, a segunda vem quando deixamos da ingenuidade: (descobrimos que viver significa pagar o preço por nossas escolhas); e por fim, a terceira: (trata-se do momento em se morre fisicamente).

Portanto, se refletirmos um pouco, veremos que essa ideia faz todo o sentido. Se a cada fase concebemos um mundo segundo determinado grau de compreensão.

Por fim, suavizando um pouco o tema, faremos a seguinte analogia: (a vida com o ato de escrever): “Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final e no meio você coloca ideias”(Pablo Neruda). De forma que, nascemos e normalmente nos desenvolvemos, poderíamos inferir se formos capazes de perceber às duas primeiras mortes, certamente estaremos preparados para última. © Elizeu NVL.

O SEGREDO: A VIDA NÃO É SÓ ISSO

Quantos de nós, pode de fato dizer como a vida funciona? — Não estamos falando de biologia ou da realidade física inexorável que conhecemos: de nascimento, desenvolvimento e morte. Referimos à compreensão da parte mais nobre do nosso ser, a nossa consciência, essa que provém da (alma imortal). De que adianta conhecer a ciência da vida física e não compreender os mistérios da nossa existência?

Nesta reflexão, como sempre fazendo aqui, não temos a pretensão de explicar tudo, antes, porém, compreender porque somos tão contraditórios: se de um lado temos consciência e a capacidade racional, por outro agimos pelos instintos e desejos de forma muito superficial: direcionado, influenciado pelas regras de consumo. Seja: o que devemos ler; assistir; consumir; e até o que entendemos como verdade e beleza. Ou seja, não há escolha livre.

É em decorrência disso, criamos expectativas irracionais e outras superestimadas, sejam essas, com relação a eventos do cotidiano, pessoas que relacionamos ou ainda, acerca de nós mesmos. É fato, que nos decepcionamos com muita frequência.

Há uma expressão com uma palavra longa, que pode ser o nosso ponto de partida para esta reflexão, trata-se da: “transitoriedade da vida”, quando tomamos consciência disso já é meio caminho andado, para compreendermos o processo, ou seja, que devemos parar de brigar com a vida: aprendendo com erros sempre, e com isso, nortear as nossas próximas decisões e ações, criando expectativas racionais sobre tudo. Sobremaneira, o nosso agir com a relação a outras pessoas.

Alguns de nós, no entanto, argumentará: que há pessoas que passaram pelo ciclo completo da sua existência sem nunca sequer fazer tal reflexão? E, daí? — há pessoas que vivem na ignorância e se sentem felizes e realizados! Advirto, contudo, que tais viventes agem tal como os demais seres inferiores do planeta, que como sabemos: buscam por abrigo, alimentos, defender-se e as suas proles de predadores, formam bandos e procriam. São os que chamamos de animais irracionais.

É fato, que também, existe uma crise existencial generalizada, que pode ser constatada quando observamos: suicídios, relacionamentos inconstantes e volúveis, carência de identidade (pessoas buscando por grupos para se definir), demandas legais nunca visto. Exemplo: o poder público está tendo que intervir em todos os aspectos da vida, (da concepção à morte). Isso tudo, porque, a maioria de nós (indivíduos), não se sente mais capaz de fazê-lo, pois, tudo é relativizado e deve ser politicamente correto.

Ademais, vivemos com os nervos a flor da pele, qualquer evento que nos ocorra é motivo para revolta e com isso buscamos um culpado pelas nossas frustrações e desalento.

Muito embora, isso tudo, já muito foi anunciado pelos sábios da antiguidade: “é chegado o reino dos céus”, ou seja, “o reino da consciência”, um reino do Ser em razão a do Ter. Ressaltamos, que aqui não se trata de dogmas de religiosos, mas sim compreender esse mistério que nos inquieta e frustra as nossas expectativas frente à vida.

Portanto, o ocorre que gradualmente perdemos a individualidade e como isso, a nossa humanidade. Julgo que em breve haverá uma ruptura com a vida do mundo concreto, para ceder o lugar para um viver autômato: onde a subjetividade não mais existe, e às decisões serão tomadas por algoritmos (automatizados), seguindo critério do bem para coletividade.   

Depois de todas essas coisas, o que nos restará para manter alguma humanidade? — tenho comigo, que as melhores soluções para todos os desafios, são sempre as mais simples: seguramente se voltarmos para dentro de nós, como disse certa vez um Rabino: “vá para dentro de si e enfrente as maiores guerras”, quem vence o inimigo é vitorioso, mas quem vence a si mesmo é um sábio.

Por fim, compreender o que somos de fato, e agir segundo a nossa consciência, nos garantirá conhecer muitos dos mistérios do universo, que como o dito no oráculo de Delfos: “conhece-te a ti mesmo”, e conhecerás o universo e os Deuses. Assim, com o conhecimento de nós mesmo e a compreensão de tudo que nos cerca, nos permitira viver na próxima era que se avizinha. © Elizeu NVL.

VOCAÇÃO: GERAÇÃO DE INCORFOMADOS

Desde a segunda revolução industrial (século XIX que aprimorou tecnicamente e cientificamente o mundo), e fez com que a sociedade se afastasse cada vez mais da sua humanidade. Esse fenômeno econômico e social que sempre foi defendido e estimulado por muitas politicas públicas, desenvolvimento e progresso, ao redor do mundo. Hoje, no entanto, estamos nos limiares de nos tornamos parte integral desse processo, não como pessoas: operários, mas como verdadeiros robôs produzidos em série, com programação para consumirmos produtos e serviços, lazeres de forma automatizada e com isso estamos produzindo uma geração de inconformados.

Como sempre fazemos aqui, procuramos fazer uma reflexão acerca do tema, sobremaneira de forma empírica, e não temos a pretensão de esgotar o assunto.

Hoje, a nossa reflexão: é de que forma devemos agir para não sermos tragados pelo sistema automatizado? — onde pessoas são educadas condicionando-as desenvolver determinada competência, porque é uma exigência do “mercado”. Com isso, estão relegando quaisquer vocações reais destas pessoas, visando só atender o que a sociedade de consumo espera de cada um. Só para ilustrar, no século passado, começamos nos referir como meros RECURSOS HUMANOS, portanto, mais explicito é impossível.

Desde o século passado, que estamos nos comprometendo tão-somente com: formações; carreiras e metas. Se afastando do que de fato nos torna genuinamente humanos, ou seja, a nossa capacidade de sermos empáticos: “a felicidade é o maior bem desejado pelos homens e o fim das ações humanas”(Aristóteles). Não há como argumentar que agindo como produtos em série, estamos buscando o ideal da felicidade, porque para essa, é necessário um contentamento que é peculiar para cada um de nós. De forma que não é possível industrializarmos e produzirmos momentos felizes para todos os gostos.

Contudo, é assustador o que vemos no cotidiano: onde pessoas fazem viagens e programas de lazeres, porque está na moda. Adquirem bens: casa; veiculo; barco; avião pelo mesmo motivo. Para essas, infelizmente tudo em suas vidas são “ala carte”, certamente não lerão este texto. Julgo que também, estão cumprindo as metas estabelecidas pelo consumismo.

Por fim, devemos agir com discernimento em tudo que escolhermos: questionando sempre se de fato precisamos de determinada coisa, ou se estamos fazendo-a pelo apelo de ‘marketing’ que nos fizeram crer que necessitamos. Assim, evitaremos sermos tragados pelo sistema automatizado, onde a humanidade não mais existe, e fomos resumidos a meros seres automáticos sem vontade própria. © Elizeu NVL.

DESPERTAR: VOCÊ CONHECE O CAMINHO?

Se condensarmos todas as religiões e filosofias já criadas, e fossemos analisar os pontos em comum, certamente encontraríamos muitos, contudo, julgo que existe um que é fundamental. Não importa se somos do oriente ou do ocidente, o fato é que temos mesmo uma convergência essencial, sem a qual, não é possível chegar ao objetivo almejado, este, que é o proposito da nossa existência.

Como sempre fazemos aqui, não tratamos de religiões ou crenças de quaisquer vertentes, mas antes, refletimos sobre os vários aspectos da vida pelo autoconhecimento, sobretudo, por via empírica, ou seja, pela nossa experimentação no cotidiano. Admitimos, porém, as nossas limitações, pois, certamente ninguém é dono da verdade e capaz de conhecer tudo. O grande mestre disse: “só sei que nada sei” (Sócrates).

Qual é esse ponto fundamental, que indica o nosso despertar? — o desejo de conhecer a verdade.

Muito já foi dito há milênios, assim como muitos mitos, heróis e lendas já foram cunhados, e cujos nomes, se contados são milhares. Entretanto, o que importa para nossa reflexão, é que existe um ponto primordial nesta empreitada, para darmos o primeiro passo rumo à compreensão plena, que aqui chamaremos de despertar.

Portando, não se trata de rituais intrincados ou algo assim, porque sempre houve muito simbolismo em entorno do tema, dependendo do conjunto de dogmas que professamos. Antes, porém, é a pela simplicidade que se apreender os mistérios do universo. Como se lia no oráculo de Delfos: “conhece-te a ti mesmo”.  Se trata de algo que provem de dentro de nós, que muitos chamam de: centelha divina; ponto de luz interior; semente e outros.

Compreendo que se manifeste pela nossa insatisfação contínua, por; um desalento; um vazio; uma espécie de sentimento descontente que pode ser resumido: num desejo diferente, que não seja o de ter a posse de algum material, fama ou coisas assim. A professora Lúcia Helena muito bem definiu: “onde há uma vontade há um caminho”. Assim sendo, é a nossa vontade, ou o sair da inércia (pelo nosso livre árbitro), que nos permitirá encontrar o caminho da iluminação. Como sempre tenho dito nestas reflexões: a solução não existe em algo ou alguém fora de nós. © Elizeu NVL.

O TEMPO: PORQUE NÃO SE DEVE PERDER.

Poucos de nós, que ao deparar com pessoas com limitações motoras ou de comunicação por consequência da idade, reflete que ao atingir este estágio da vida há de ter muita sorte com longevidade. Contudo, o mais importante nesta caminhada é como usar bem o tempo que temos.

Para alguns, entretanto, viver é um exercício penoso, sem tempo para contemplação: com isso, não se percebe o fluir dos dias, e a vida, é uma espécie de castigo: pois, vive-se num processo automático, sem liberdade para o bem-estar e as pequenas gentilezas, que maioria das vezes, são gratuitas.

Assim sendo, não devemos perder tempo com amarguras: passar horas e horas remoendo decepções ou alimentado ódios por pessoas, ou eventos infelizes. Porque isso, é certamente uma perda de tempo.

Antes, porém, devemos cultivar a gentileza e nos voltarmos para as boas coisas da vida: essas são, as mais simples e gratuitas, que nos dão contentamento e proporcionam momentos alegres.

Sobretudo, quando interagimos com pessoas: com empatia e civilidade. Nunca lhes impondo obrigatoriamente o nosso ponto de vista. Pois, é fato, que cada um de nós tem uma maneira peculiar de ver a vida.

Por fim, seja como for a sua vida, nunca perca tempo ou faça má uso de suas palavras e ações. Antes, contudo, faça o bom uso de todos os seus recursos físicos: seja para um abraço, um aperto de mão ou apenas um aceno respeitoso, assim, acertadamente verá que usou bem o seu tempo. ©Elizeu NVL.

TENSÃO E STRESS: O PROBLEMA QUE SE TORNA ROTINA.

Algumas vezes durante um curto período, sentir-se tenso e com “stress” é até aceitável. Sobretudo, em nosso dia a dia, vivendo nesta realidade liquida, que bem definiu (Zygmund Bauman), onde, nada existe de concreto e perene, tudo se modifica constantemente, relacionamentos, valores e crenças.  Quando, no entanto, essas preocupações fogem ao nosso controle e viram a regra em nosso cotidiano, certamente há algo muito errado conosco.

O mais curioso é que muitos nós nunca sequer faz qualquer tentativa para compreender o motivo para andar com os nervos a flor da pele, literalmente. Esse estado que nos proporciona ansiedade e angustia que muitas vezes até nos coloca fora de ação, além de gerar tantas frustrações no dia a dia. Ocorre que geralmente justificamos tudo, apenas culpando fatores externos como: (a situação financeira; o trabalho; o relacionamento; a família, etc.), e nunca enfrentamos o problema na origem, ou seja, dentro de nós.

Usando metáfora da moeda que tem duas faces, assim também poderemos ver esse problema, basta analisarmos com mais atenção, e veremos que de um lado, como já é presumível, trata-se da face ruim: manifestada por dores no corpo, na cabeça e tantas outras sensações desagradáveis, que para algumas pessoas evoluem a partir disso para doenças crônicas (enxaquecas), etc.

Do outro lado, como já dissemos, tem a face boa: trata-se dos alertas que o organismo se utiliza, para chamar a nossa atenção para existência de problemas, que geralmente não são doenças, mas estão relacionados á nossa percepção de mundo, ou seja, a forma como encaramos a vida e seus percalços.

Como sempre fazemos aqui, não temos a pretensão de esgotar o assunto, nesta serie de textos: questionaremos, por meio de uma reflexão. Por que e tão difícil aceitarmos, que as soluções para grande parte dos nossos problemas são provenientes de coisas simples e ate abstratas?

Constaremos, portanto, que muitos dos nossos dilemas que geram dores e ansiedades, na verdade são causados pelas nossas próprias expectativas superestimadas, sobretudo, frente a terceiros ou ambições pessoais.

Não pretendo afirmar que é possível viver sem ‘stress’ ou frustrações, não, muito pelo contrário, isso é inerente á alma humana, pois, estamos vivemos num mundo imperfeito de pessoas idem. No entanto, sabendo disso, poderemos evitar mergulhar a fundo nas coisas “como se não houvesse amanhã”. (Prof. André Moraes).

Por fim, devemos ter consciência: de que não podemos tudo e não temos superpoderes como os super-heróis, e a compreensão: de que as pessoas são passiveis de falhas, e pouco ou nada pode ser feito quando a isso. Assim como, ter atitude: para evitar situações que te exponha em situação de tensão e conflito constante, sobremaneira, se envolvendo em problemas de outras pessoas gratuitamente. ©Elizeu NVL.

VIVER: SONHO x REALIDADE

Por mais que não queiramos admitir, julgo que ninguém consegue viver 100% do tempo a realidade nua e crua. Mesmo que tentássemos nos focar em nossos afazeres diuturnamente, e ainda sim, viveríamos em partes por nossos sonhos.

Você pode até ser uma pessoa cética quando a isso, contudo, se refletir um pouco, verá que se empenha tanto numa realidade que julga chata e que por vezes te aborrece, mas mesmo assim, prossegue dia após dia. Por que agimos assim?

Como sempre fazemos aqui, não temos ambição de responder todos as questões, tão-somente refletir. Pois, viver por viver não faz sentido se não tivermos fazendo por um proposito.

Não há como negar, que desde a mais tenra idade começamos sonhar, e às vezes, para os sortudos: isso-os acompanha pela vida inteira. Seja como for, é certo que vivemos num mundo de sonhos e fantasias: quando crianças, com aquele brinquedo que esperamos ansiosos para ganhar no aniversário ou nas festas natalinas. Já na adolescência: o relacionamento com a pessoa que idealizamos. Na fase adulta: o casamento ou relacionamento ideal; à ambição de galgarmos no estrado social; vencermos quaisquer desafios que a vida nos apresente. Na melhor idade: esses, são para ver o sucesso e a felicidade dos filhos, etc.

Portanto, não há quem nunca não tenha sonhado ou ainda, que não viva pelo seu sonho. Tem uma canção que gosto muito: “Não dá para separar o que é real dos sonhos” (Sandra de Sá).

Então! Porque estamos refletindo sobre isso? — como diz minha amiga das redes sociais, “você faz cada pergunta!”

Porque sonhar não é a questão! — Nada contra as pessoas que sonham. Além disso, porém, acrescentamos, que devemos sair em busca de realizá-los. Naturalmente, assumiremos que há um preço a se pagar por eles. E, os riscos, sempre vão existir, desde que acordamos até a hora de dormir. Contudo, o sucesso e a realização da sua vida sempre chega no dia para a noite, depois de 20 anos de luta. (Hermes Balcon).

Por fim, é fato que o tempo passa e se não agirmos, um belo dia de sol acordaremos e constaremos que vivemos apenas um sonho. © Elizeu NVL.

NOSSAS ESCOLHAS: SÃO ELAS QUE NOS DEFINEM…

Esteja onde você estiver, fazendo ou não qualquer coisa, acredite! Você está fazendo escolhas. Sempre que pensamos sobre o tema, julgo que a maioria de nós, entende que se trata de responder alguma coisa à alguém, ou seja, como se estivéssemos respondendo a um questionário com questões objetivas, no entanto, não é disso que trataremos aqui.

Nesta reflexão, não temos a ambição de esgotar o assunto, antes, porém, convocá-los para juntos compreendermos que de fato as nossas escolhas é que nos definem. Pois, seja agindo ou ficando inertes, trata-se de uma escolha.

Desde a mais tenra idade, somos compelidos agir segundo os nossos instintos primordiais, por exemplo: se sentimos fome; frio ou dor, a nossa reação imediata é chorar, ou seja, para que nos provenha. Que consequentemente essa atitude de chamar atenção, pode pôr em risco a nossa segurança. É fato, que nem sequer sabemos o que necessitamos, apenas agimos instintivamente, tal como qualquer filhote do reino animal, e com isso, nos tornamos alvos fáceis de predadores. Então! — desde sempre percebemos que existe uma lei de causa e efeito.

Quando adultos, contudo, alguns continuamos se portando como crianças manhosas, que com os nossos lamentos espera sensibilizar o próximo, ou o próprio estado, para que nos supra de algo. Agindo assim, é obvio que dadas pessoas ficam expostas aos perigos predatórios diretamente proporcional e em sentido oposto as suas necessidades. Disso decorre que tais pessoas são exploradas: por traficantes, empréstimos extorsivos, religiões mercantilizando milagres, piramides financeiras e tantos outros (facilitadores) de soluções à la carte. Que não é difícil deduzir onde isso tudo invariavelmente vai dar!

Por fim, quem de nós não conhecemos pessoas bem sucedidas economicamente e socialmente, que nem sequer obtiveram formação escolar, e que apesar disso, têm sucesso e ótima reputação social? Há outras, no entanto, que tem curso superior, etc. e se veem envolvidos com toda sorte de infelicidade, como: vícios; vida desregrada e péssima conduta na sociedade. Portanto, seja qual for o nível cultural do individuo, não é isso que o define e sim as suas escolhas. © Elizeu NVL.

LIBERDADE: O ALICERCE PARA FELICIDADE

Se pensarmos nas primeiras atitudes que temos na busca pela nossa liberdade, constataremos que essas, mesmo que tecnicamente fazemos por nossos instintos, na prática, é com elas que inauguramos na vida, pois, pelo ato de respirar fora do ventre materno estreamos como indivíduos, com potenciais para viver a felicidade.

Nesta reflexão não temos a pretensão de esgotar um tema tão abrangente, tão-somente provocar introspecção, no sentido de percebermos quão valioso e indispensável é a liberdade para a felicidade.

Dependendo do seu grau de evolução como ser consciente, a liberdade nunca estará separada de boa condição de saúde, seja: física, mental, espiritual e emocional. Entretanto, para os menos espiritualizados, condicionam-na, também ter a (posse) de bens e os recursos financeiros. Seja qual for o seu entendimento sobre o tema, é fato, que para os pontos de vistas citados, algo que é comum a todos: para ser feliz é indispensável ser livre.

Por fim, embora haja muita subjetividade, ninguém pode seguramente afirmar que conhece momentos felizes sem que primeiro esteja em LIBERDADE, pois, ela permite ao ser capaz, fazer escolhas livres e conscientes, nunca ESTANDO CONDICIONADO agir contrario a própria consciência. Julgo que a LIBERDADE verdadeiramente é o pilar base que sustenta o todo. © Elizeu NVL.

O DESEJO: A TAÇA QUE TRANSBORDA.

O que sinto por VOCÊ é maior que o sol, mar e as estrelas… Não VIVO sem você… Faço TUDO por você… És a COISA mais importante do mundo para mim… Atire a primeira pedra quem nunca ouviu ou disse algo assim, pelo menos uma vez? — as palavras nem sempre são suficientes para expressar o que sentimos.

Segundo a filosofia: o desejo é uma tensão em direção a um fim que é considerado, pela pessoa que deseja, uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras inconscientes ou reprimida.

Em sentido literal, no popular, o DESEJO foi promovido, tem ‘status’ aparente de um sentimento nobre, coisa que ele nunca foi. Pois, é dito que emerge dos nossos instintos e da soberba do egoísmo.  

Não é preciso muito para constatar, que o DESEJO foi impulsionado pelo consumismo: moda, novelas, músicas, cinema, parte da literatura… Também, pelo individualismo crescente com a banalização das relações humanas, onde pessoas se tornam coisas. Isso, acaba por confundir as mentes fracas e incultas, ao ponto de não sabermos a diferença entre DESEJO e AMOR.

Para psicanálise: o ser humano é um poço de desejo.(Freud), no misticismo judaico: Cabala: o desejo é a essência central do ser humano, somos feitos de desejo. Não há nada de errado em desejar algo ou estar com alguém. Isso é próprio de parte da nossa natureza humana, porém: DESEJOS são só DESEJOS. ©Elizeu NVL.

ALMA: QUAL O TAMANHO DA SUA?

Relutamos muito para tratar do assunto, visto por muitos como abstrato. Contudo, julgo não ser, porque, falar da nossa Alma, é de fundamental importância para compreender a nossa existência e a forma com que interagimos com o mundo que nos cerca. Antes, porém, devemos ter um forte proposito nesta empreitada de descoberta, pois, remete ao centro do conhecimento de nós mesmo.

Faremos o registro: o dito aqui, não pertence a quaisquer dogmas religiosos ou profundas reflexões filosóficas, muito pelo contrário. Estamos em busca do conhecimento por via empírica, para tanto, observaremos apenas os fatos do dia a dia, com atenção e sensibilidade.

Sabemos que somos diferentes dos demais seres vivos que habitam o planeta, isso não há o que discutir. Também é fato que essa capacidade de buscar compreender o universo é peculiar, sabemos disso, desde os primórdios através dos registros da nossa história. Portanto, devemos nos questionar se não somos meros seres biológicos, qual a parte observaremos? — certamente, a maneira pela qual nos expressamos.

Para mensurar o que falamos, citamos trecho de uma canção: “pessoas de alma pequena querendo aquilo que não tem […] para quem não sabe amar fica esperando quem caiba no seu sonho”. (Cazuza). Isso bem ilustra que tudo depende de como somos, não há nada fora de nós. Se desejarmos e criarmos determinadas expectativas muito além de nossa capacidade de compreensão do quem somos e queremos, isso será apenas um sonho.

É por conta disso, que encontramos no dia a dia, pessoas de almas pequenas, são: os vaidosos, os invejosos, os que odeiam, os que tramam maldade, os que maldizem os outros… Também, são pequeninas, as de quem: não nunca assumem seus erros, não se perdoam, não viram as páginas e esquecem, não tem confiança própria. Sobremaneira, aqueles que vivem através da vida de outrem e nunca assumem os riscos pelos seus sonhos.

Por fim, já dizia o poeta: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa). Devemos encarar a vida e a nos mesmos com as nossas próprias verdades e responsabilidades. Nunca pertencendo ao algo que não a nossa própria consciência.©Elizeu NVL.

GENTILEZA: NÃO PODE SER A EXCEÇÃO.

Sempre que pensamos numa relação cordial, julgamos ser àquela que mantemos com as pessoas de nossos relacionamentos: cônjuge; familiares; amigos e afins, isto é, as que estão mais próximas de nós. No entanto, é fato que nem sempre temos essa relação ideal e amistosa como os nossos mais“chegados”.

Inicialmente relembramos que o nosso objetivo aqui, como sempre, é provocar reflexões, baseadas em experiências cotidianas.

Por que, a gentileza não é tão frequente neste grupo próximo de nós?

Julgo que a questão persista porque invariavelmente confundimos os relacionamentos com meras obrigações e responsabilidades. Alguns, porém, dirão que se trata de uma questão de cuidados recíprocos. É certo que quando nos envolvemos com alguém, isso ocorre, como regra, com muita intimidade. No entanto, essa proximidade da relação faz com que alguns esqueçam que apesar disso, ainda somos indivíduos e como tais, não somos objetos e posse de outrem.

Por outro lado, contudo, temos mais gentiliza com pessoas estranhas do nosso convívio. Faço essa constatação com certa frequência. Por exemplo, ontem: um casal na mesa ao lado, discutiam por assunto banal, questão do ‘menu’ do restaurante, porém, a garçonete lhes atendeu e justificou porque determinado prato não estava disponível. O casal foi extremamente gentil com a garçonete, nem pareciam as mesmas pessoas que a poucos instantes foram reciprocamente rudes.

Portanto, “Gentileza é como um pretinho básico. Não tem como errar(anonimo)”. Refletindo sobre os detalhes e gestos do dia a dia, percebemos quanto é importante para nossas relações, resgatarmos aquelas gentilezas gratuitas que vão além das cordialidades, que devem sempre existir entre os seres humanos. Isso certamente nos farão cada dia, pessoas melhores. ©Elizeu NVL.

VAIDADES: SOMOS SERES OU COISAS?

Quem não gosta de se apresentar bem? — muito já foi dito nas publicidades: o mundo trata melhor que se veste bem, para grande parcela de nós, isso é até razoável.  Sabemos, no entanto, que quando esse adagio se torna a regra em nossas vidas e, atropela os limites das nossas escolhas, estaremos diante da transmutação de um ser consciente no mero objeto de vontade, que segue o modismos de determinado bando.

Nossa reflexão, como sempre, não visa discorrer sobre os aspectos filosóficos, antropológico, sociológicos, etc. que o tema permite, mas tão-somente que avaliemos as nossas atitudes do cotidiano, segunda as quais, fazemos as nossas escolhas.

Como bem sabemos, somos essencialmente seres sociais, que como tais, temos necessidades de pertencer a determinado grupo, até aqui, nada de mais, julgo saudável do ponto de vista da sociabilidade, pois, nos permite firmarmos laços duradouros de amizades, etc. e, também porque isso faz bem a nossa psique.

Porém, quando as nossas atitudes são no sentido de viver em função de moda, quer dizer, de condicionarmos a ter e agir segundo: roupa de grifes, veículos “top”, frequentar locais badalados, etc., impondo-nos aplicar muitos esforços e dinheiro além da nossa capacidade social e econômica. É disso que tratamos hoje, pois, deveríamos repensar as nossas escolhas condicionadas.

É consenso, no entanto, para maioria de nos, que desejamos viver bem e sermos felizes, contudo, isso não significa que necessitamos seguir determinados modelos comerciais de felicidade, pois, é fato que somos indivíduos conscientes e não meros objetos ou coisas.  

Assim, conseguimos fazer escolhas livres e conscientes. Isso é uma competência impar que temos em todo o reino de viventes do planeta terra. Pois, compreender outros seres e o mundo que nos cerca; de forma que interagimos e moldamos o meio ambiente segundo nossas necessidades, é o que nos torna essencialmente seres humanos.

Portanto, ao deixarmos de lado essa capacidade que temos de fazer escolhas e interagir com pessoas, em detrimento de condicionarmos a modelos de consumos, é a maior das incoerências que cometemos.  Gosto de pensar sobre o tema, segundo o ponto de vista um sábio, que disse: tudo é vaidade debaixo do sol. (Rei Salomão). ©Elizeu NVL.

CRESCER: VOCÊ JÁ É “GRANDE”?

Crescer só em estatura física, intelectualidade e condição financeira, não basta. Quando usamos o termo “fulano(a) já é grande” o fazemos, para designar maturidade, no entanto, frequentemente nos deparamos com atitudes e comportamentos de adultos que são próprias de pessoas imaturos. Por que para algumas pessoas a maturidade nunca acontece?

Observando o comportamento de pessoas da faixa etária 40 – 50 anos de ambos os sexos, aos quais chamamos de maduros, tivemos a oportunidade de fazer esta infeliz constatação. Meu deus! Como existem pessoas imaturas depois dos quarenta! E, o mais incrível disso, é ver que muitas dessas, até já criaram filhos, porém, em vários aspectos, elas não passam de bebês chorões.

Já nos disseram os sábios da antiguidade, que o homem só poderia se envolver com estudos de mistérios dos mundos superiores, aqueles, assuntos complexos, etc., depois de ter completado 40 anos e ter pelo menos dois filhos. Pensavam eles, então, que a maturidade viria com o passar dos anos, pois, após o convívio com as dificuldades comuns do cotidiano, tais como, relacionamento, cuidar de família, etc. eram suficientes para se obter essa condição.  Em nossos dias, contudo, julgo que seria necessário rever isso, sobretudo, pelo que constamos ao observar pessoas adultas de nosso ciclo de amizades, por exemplo. Que só idade não torna uma pessoa madura!

Entendemos que a maturidade deve ser construída de dentro para fora. Isso é, não se adquire “status” de maduro, que é algo tão necessário e saudável para a vida em sociedade e consigo mesmo, simplesmente por se adequar a tudo que lhe imposto por alguém, ou enfrentar as situações a ferro e fogo. Muito pelo contrário, quando nos referimos que é algo de foro íntimo de cada um, queremos insistir na necessidade do que individuo deve se conhecer como tal, de forma este entendimento esteja na órbita da sua psique.

Nossa reflexão, tem um ponto central, que é o autoconhecimento. Trata-se da capacidade de cada um de fazer: auto-analise; autocritica; e lapidar a sua pedra bruta —(das escolas iniciáticas), ou seja, devemos ter em mente (a consciência) de que o nosso comportamento e atitudes são diretamente proporcionais a nossa percepção de realidade. Por isso, que ainda hoje é válido relembrar o dito do oráculo de Delfos: “conhece-te a ti mesmo” e conheceras o universo e os deuses. Assim, a maturidade está diretamente associada ao quanto somos evoluídos como seres humanos.

Nesse sentido, percebemos que determinada pessoa é madura, quando vemos no comportamento à independência afetiva, por exemplo. Pois, há pessoas que ao final de um relacionamento se tornam amargas, desenvolvem “maus sentimentos” —parafraseando o Ministro Luiz Fux. São esses comportamentos que lembram não ser próprios de maturidade. Soma-se a isso, as atitudes de uma pessoa imatura, é sempre culpar o mundo e todos pelos seus fracassos, sem nunca seque olhar para suas próprias fraquezas, que ao final, se concluirá que foram elas as raízes de todas as suas desgraças.

Portanto, seja qual for a nossa faixa etária, é essencial que compreendamos a nós mesmos. Inclusive, devemos aprender sobre todos os aspectos da vida, sobremaneira, a nos conscientizar das nossas limitações, e que por conta disso, é necessário empregarmos esforços visando supera-las sempre. Ou caso em contrário, compreender que determinada empreitada ou relacionamento não foi feito para nós, ponto final.

Por fim, ser grande! É fazer escolhas conscientes, assumir responsabilidades por estas, e não, começar algo que mesmo sabendo ser errado na esperança de ser consertado um dia. Pois, como sabemos, não há nenhuma garantia de sucesso nisso. © Elizeu NVL.

SER LIVRE: VOCÊ CONHECE A LIBERDADE?

Julgo ser difícil encontrar uma única pessoa, que nunca utilizou a expressão eu sou livre pelo menos algumas vezes durante sua vida, e há outros, contudo, que sonham com isso diuturnamente, também é certo, que muitos findam seus dias neste mundo, sem nunca terem a experiência real com a liberdade.

É fato, contudo, que se as pessoas forem descrever o que é ser livre, veremos que muitos não fazem à mínima ideia do que seja, e outros, entretanto, argumentarão que liberdade é um conceito bem amplo e trata de um ideal filosófico, etc., com grande peso de subjetividade. Soma-se a isso, que ser livre, dependerá do quanto o individuo conhece a si mesmo e qual seu envolvimento com dogmas e outras crendices, pois sabemos, que o seu discernimento estaria contaminado.

Nesta reflexão, porém, não temos a pretensão de aprofundar no assunto a ponto de esgotar um tema tão amplo. Mas, falaremos considerando o que está ao alcance de pessoas comuns (medianas), e assumiremos que liberdade: “um direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade”.  Entretanto, ao final verificaremos quanta incoerência há sobre ponto de vista do que é ser livre ou não.

Inicialmente, devemos compreender que temos o que escolhemos, com exceção do nosso nascimento e da forma que fomos educados até à maturidade, depois isso, ao atingirmos vida adulta é inconcebível dizer que não tivemos escolhas. Se assim pensamos, lamentavelmente nunca seremos a pessoa que experimentará a sensação de ser livre.

Depois, que essa liberdade a que nos referimos, é essencialmente manifestada por alguém que vive plenamente segundo o seu livre arbítrio. Que essa, é construída ou conquistada, pagando-se um preço por ela. Pois, não seremos de fato livres, sem o exercício das nossas escolhas, sem pagar o custo dessas e que nunca estarão dissociadas de responsabilidades.

Ser livre, é a capacidade de fazer escolhas segundo o nosso próprio entendimento e do mundo que nos cerca, isso, sem nenhuma condição preestabelecida e a nós impostas. Aqui, não falamos de direito natural ou de modelos de comportamentos que julgamos perfeitos. Pelo contrário, pois, se assim fosse, seria o mesmo que anular o nosso livre arbítrio.

Portanto, ser livre, é fazer escolhas conscientes, que consideram a nossa capacidade plena de pensar livremente, sem estarmos sujeitos à algo, alguém ou alguma coisa, que não á nos mesmo. Desta maneira, nunca nos sentiríamos constrangido ou com medo das consequências de nossas decisões. Como já dissemos, toda a liberdade tem preço e responsabilidade. ©Elizeu NVL.

FELICIDADE: EXISTE UM MOMENTO?

Sempre que alguém busca compreender o tema, vem logo a mente, que se trata de um ideal filosófico, pois, não há uma receita que ao final de juntar todos os ingredientes obteriam o bolo pronto, a felicidade. Contudo, é fato que há unanimidade quanto ao desejo de experimenta-la, conhece-la e vivencia-la; tudo dependendo de como você a concebe, respectivamente. Se ela é algo que tanto se fala através de todas as expressões artísticas, tais como: poesias, canções, romances, cinema, teatro, etc. Então! Por que é tão raro encontrar alguém que seja capaz de compreender e descreve-la como algo real e atingível?

Inicialmente, é necessário fazer uma distinção do nosso público, em dois grandes grupos: os conscientes e os que só seguem o bando — são adeptos do senso da maioria.  De forma que, a parcela consciente de nós, que são aptas para responder prontamente a questão posta,  são indivíduos despertos que sabem que temos as nossas peculiaridades, as quais, são uteis e até diria essenciais para esta reflexão.

Por outro lado, entretanto, as pessoas que não tem opinião própria e se deixam influenciar e até são guiadas por um modelo ideal de felicidade estabelecido pelo sistema de consumo, que determina o que vestir, comer, lazer, carreira, religião, ou seja, agem em conformidade com o que a “mídia” prescreve, renegando a possibilidade de SER em detrimento do apenas TER. Acredito que a nossa reflexão não fara sentido para esses. Perdoem-me.

Assim, convido aqueles dispostos a pensar por si mesmos a acompanhar-nos. Existe um ditado da Roma antiga que diz “a vida é um curto sonho de alegria e a exuberância da idade primaveril”, isso nos remete pensar como o tempo aqui é breve, se esperamos por algo que nos proporcionara momentos felizes, devemos questionar: será que quando chegar esse dado momento, esse ainda será meu ideal de felicidade?

O grande Carl Jung nos ensina que “uma pessoa envelhecida tem olhos voltados para o passado, e uma criança normalmente olha para sua frente”, eis o paradoxo da felicidade, ela nunca está presa ao lapso temporal — nunca seremos no futuro a mesma pessoa que somos no presente. Pois, não são as coisas que mudam e sim a nossa percepção da realidade. O que hoje nos parece sublime e ideal, amanhã o veremos de outra maneira, tal como algo sem muita importância.

Por fim, ninguém poderá ter a garantia de que será feliz quando tiver atingido determinada meta pessoal, seja um patamar na escala social, riqueza, emprego ideal, casamento, casa dos sonhos, etc. A felicidade, portanto, só será percebida se observar os nossos momentos de contentamento e alegria, sobremaneira, nos pequenos gestos de carinho e na apreciação do que é belo, onde não haja expectativas predefinidas para concebê-la. Então o sensato acertadamente dirá, estou feliz. © Elizeu NVL.

VIDA: PORQUE TODO DIA IMPORTA!

A maioria de nós nunca se dará conta das coisas como elas realmente são. Talvez, porque julguemos ter algo mais importante para fazer, dizemos. Muito embora, é latente em nossa mente, que a maior certeza nesta vida e de que ao nascermos (existimos) e que isso é finito (morreremos), certamente. Contudo, o que mais nos causa medo e insegurança, não está associado a essa inexorável verdade de (vida e morte), mas o fato de esquecermos  da importância que isso tem, em tudo que fazemos no dia a dia.

Certa vez, um de menino 8 anos no Tibete, disse: “Não devo pensar que tenho medo, assim meu coração será mais forte, se pensar que vou cair com certeza cairei”. Isso me marcou profundamente. — Aquele garoto caminhava numa escarpada e congelante montanha, seus pequenos pés deixavam marcas na neve branca daquela encosta íngreme, tinha uma expressão determinada, dava para ver naqueles pequenos olhos negros no rostinho inchado de caxumba, carregava uma mochila, que vez a outra se desequilibrava e quase caia. Mas continuou.

Nesta reflexão, buscaremos pensar no sentido do que importa na vida. Hoje pela manhã me deparei com um conceito interessante, também de um garoto de 8 anos de nome Bernardo: “A vida como um vídeo games, o boneco do jogo (morre), mas o (jogo) continua, a única coisa que o (jogo) não consegue fazer é pausar-se, para isso precisa do jogador”. O que isso nos ensina?  — ensina ver as coisas sobre outra perspectiva, que não essa de olharmos somente para nossos umbigos, ou a poucos palmos de mão a nossa frente.

Trata-se, portanto, de perceber tudo na vida muito além do que os nossos cinco sentimos nos mostram. Ou seja, que essa realidade física. — o que pensamos ser tudo,  representa apenas a menor parte. — se a nossa existência fosse um “iceberg”,  o que vemos é apenas o que está sobre água, menos de 10% do todo.

Assim, devemos, rever nossos medos e insegurança sobre o que e como fazemos no tempo que nos resta nesse plano. Sobretudo nos conscientizando de quão maravilhoso é a experiência no plano físico,  assim como,  do quanto é efêmero esse mundo em que vivemos. Visto, que a maior parte da nossa existência não é o corpo físico e tudo que nos cerca, e sim a nossa alma imortal, sendo esta o jogador e a nossa a vida terrena apenas (o boneco do jogo). ©Elizeu NVL.

ALMA GÊMEA: POR QUE É DIFÍCIL ENCONTRA-LA?

Vivemos no linear do “mundo da realidade liquida”, como bem definiu nosso tempo, o professor (Zygmunt Bauman) — como se corrêssemos sobre uma fina superfície congelada de um lago, e que se pararmos, certamente, o chão rachara sob nossos pés e afundaríamos nas águas congelantes!

Isso retrata bem o nosso estilo de vida nesta era da informação, porque, essa pressa, afeta a forma com que interagimos (nosso contato pessoal), e se estende aos outros setores das nossas vidas, de maneira que nunca paramos para refletir sobre as nossas escolhas e verdadeiros sentimentos. Sobremaneira, aqueles que dizem respeito aos relacionamentos afetivos, — encontrar a nossa alma gêmea.

Se de um lado, na atualidade nesta busca, dispomos de muitos recursos trazidos pela tecnologia, que deveriam em tese, ajudar-nos, visto que há milhares de (“site” e aplicativos) que fazem seleções de perfis por compatibilidade (afinidades) para os enamorados. Há também, uma maior liberdade das pessoas para se conhecerem intimamente mesmo antes do matrimônio. No entanto, os relacionamentos são frustrados com muita frequência, e anualmente 70% desses acabam. Certamente, esses não encontram suas almas gêmeas.

Por outro lado, nos séculos passados, também, havia alguns recursos nessa empreitada (por exemplo: as casamenteiras), — geralmente, mulheres neste oficio mantinham registros (espécie de banco de dados) orais e “precisos” de pessoas que estavam “aptas” para contrair matrimônio em cada comunidade, era um processo bem meticuloso. — mesmo antes de os interessados (nubentes) manterem qualquer contato um como o outro, tudo era “acertado” e sabemos de incríveis histórias de longevidade no amor que ocorreram. Assim como, os índices de separação eram ínfimos, se comparado com os da atualidade, — resguardada as devidas proporções, contudo,  — sempre existiram.

Vale aqui, um registro. Não temos a pretensão esgotar o assunto, pois, na questão de comportamentos em relação ao lapso temporal (passado x presente), não consideraremos e não valoraremos a evolução social, e os outros fatores que influenciam no rompimento de relacionamentos. — aqui nos resguardamos, e só buscaremos compreender a magia de encontrar alma gêmea.

ALMA GÊMEA: POR QUE ESTÁ TÃO DIFÍCIL ENCONTRA-LA?

Antes responder, é primordial que entendamos o conceito de alma gêmea. Isso, remonta há muitos séculos, que até se perde na poeira do tempo, entretanto, segundo à (Cabalá), comentado no (Zohar). “As almas do casal que realmente combinam derivam de uma só essência de alma”. Por esta razão, os nubentes, já antes de nascer estão destinados a se unirem em matrimônio.

Inclusive, é possível reconhecer se você já encontrou a sua alma gêmea, quando observar esses sinais: 1) há química perfeita desde primeiro momento que se veem; 2) Não é preciso, esforços para agradar essa pessoa, não há teatro para representar o que não somos, podemos ser simplesmente ser verdadeiros e isso a fara feliz; 3) os sonhos e objetivos andam sempre juntos, de maneira que um ajudara o outro, incentivando sair da zona de conforto; 4) procuram sempre crescer juntos em todas as áreas da vida; 5) existe uma sintonia quase telepática, como se recebesse “flash” do que outro pensa ou sente instantaneamente. De forma que, assim como no passado, é no presente, as pessoas sempre desejam ter relacionamentos e encontrar a “alma gêmea, carne e unha” (Fábio Jr.).

Entretanto, pensamos que as dificuldades que encontramos nessa busca, provem de três vertentes: 1) da superficialidade — isso é da forma com que tratamos os relacionamentos, que nos impede de conhecermos com a devida profundidade a pessoa; 2) da paixão avassaladora imediata (só desejos) — que sabemos pode até durar em média 180 dias. — (estudos de psicanálise); 3) por mero interesse — aqui dispensamos comentários.

Por fim, a nossa alma gêmea pode ser encontrada, — SIM. Se antes, superarmos às três considerações acima. — como se fosse o triplo filtro dos sábios (Sócrates), enfim, se for por um sentimento genuíno, reciproco e livre de interesse, certamente, estaremos diante da nossa alma gêmea. ©Elizeu NVL.

O PIOR DA NATUREZA HUMANA.

Na busca do autoconhecimento, descobrimos que os nossos maiores desafios residem bem dentro de nós, apesar de geralmente atribuirmos tudo o que nos desagrade ou cause tristezas e desalentos à ação, ou omissão de outras pessoas. Pois, se determos para refletir sobre isso, certamente, ouviremos expressões como: “tal pessoa foi uma decepção na minha vida”; “fulano é me causou muito mal”; “perdi muito tempo da minha vida com tal pessoa” — a lista é grande, porém, isso não é tudo verdade.

Entretanto, se quisemos gozar de boa saúde e ter paz na alma, devemos reavaliar essas atitudes, sobretudo, frente aos nossos problemas cotidianos, pois, se assim agirmos, resolveríamos os altos índices de “stress”, que ouvimos nas queixas dos aflitos diuturnamente.

Aqui, resguardo-me, afirmando, que nem tudo o que nos decepciona é o responsável ou causador de “depressão”. Pois, essa, é de ordem química. — e afeta uma pequena parcela de pessoas — que pode e deve ser controlada por medicamentos. Simples assim. Contudo, abordamos sobre aquelas primeiras angústias, sobre as quais afirmo, que comumente às terceirizamos, culpando outrem por tudo de errado que nos sucede.

POR QUE AGIMOS ASSIM?

Bem! — Isso tem a ver com a nossa percepção de mundo. — “Vivemos num mundo de tempo e espaço. Consequentemente existe uma separação entre os desejos e a plena felicidade que procuramos”. (Cabalá) —O ser humano possui dois aspectos em sua natureza, a sua alma e o seu ego. O ego é conhecido pela palavra de código “Negatividade”, é o pior aspecto da nossa natureza.

Conquanto, esse, por se tratar de algo que provem de dentro de nos. — repito. — eu quero, eu preciso, eu, eu … — além disso, tem agravante, — porque, culturalmente fomos ensinados a não nos vermos assim, aprendemos que devemos confiar em alguém para que nos salve. Porém, durante o período em que vivermos sob o sol, somos os responsáveis por tudo — (lei da causa e efeito), é patente que podemos escolher: perdoar; mudar; esquecer, assim por diante, e com isso, evitaríamos as maiores decepções.

Portanto, não é saudável e nem eficiente, a nossa mera pretensão de mudar o aspecto da natureza de outras pessoas, tão-somente para atendar à nossa vontade egoísta — assim dito, porque provem do nosso ego, sendo esse, o grande vilão de tudo. ©Elizeu NVL.

FALAR É IMPORTANTE, TÃO QUANTO O QUE DIZEMOS!

A voz humana é o instrumento mais potente do mundo, que pode começar uma guerra ou simplesmente dizer eu te amo” (Julian Treasure).

A capacidade da fala, que foi dada a nós pelo Criador, somada à nossa consciência, são os atributos que nos tornam verdadeiramente humanos. Contudo, nem todos fazem um bom uso desse dom maravilhoso.

A linguagem (verbal), —antes do invento da escrita, foi desde os primórdios da civilização o único meio de transmitir: culturas; costumes e religiões, que foram criados e mantidos por gerações. — sabemos disso  — por exemplo — a bíblia, só foi escrita após séculos de oralidade. O que por si só, demonstra à importância da necessidade de transmitir com fidelidade tal como recebemos as informações.

Opa! Calma! Não se trata de aula de linguística. Vamos por parte. — como dizia o Jack.

Nossa reflexão, trata-se do bem usar da nossa fala, muito além, do simples ato de emitir sons. Contudo, para comunicarmos eficientemente e sermos compreendidos de igual forma, é necessário observarmos alguns critérios antes de abrir a nossa boca. — “se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer-me? (Sócrates)”.

Portanto, o que dissermos seja sempre: verdadeiro; bom e útil, caso contrario, o dito será apenas palavras, que vão: ofender; magoar; criar inimizade; injuriar; caluniar; partir coração; causar angustia; dor e sofrimento, e algumas vezes até a morte. Por fim, é fundamental para uma boa comunicação, que façamos o bom uso de palavras, verdadeiras e nas horas certas. © Elizeu NVL.

A FRUSTRAÇÃO NÃO É FRACASSO.

Se é importante sonhar? — certamente que sim. Pois, a vida é movida por nossos desejos de inovarmos sempre. No entanto, criar expectativas muito além da nossa capacidade de esforço e dedicação, tendo como paradigma o sucesso de outrem, verdadeiramente é a maior causa de frustrações.

Entretanto, devemos compreender que a frustração é diferente de fracasso. Porque, este, é em relação ao sucesso, ou seja, o resultado apurado quando damos por encerrado as nossas tentativas. Contudo, aquele, é mais subjetivo, porque, decorre do que idealizamos em detrimento do que alcançamos.

Contudo, é primordial considerar o seguinte: o que gera frustração é a distância existente entre a nossa realidade (física, econômica e social) com as expectativas criadas. Portanto, nada tem a ver com fatores externos. Não obstante, toda regra ter exceção.

Com isso em mente, devemos nos atentar para quão capazes somos de mantermos o foco e dedicação naquilo que idealizamos como meta. Se desejarmos ter desempenho extraordinário, certamente haveremos de dedicar esforços excepcionais  visando lograr êxodo em nosso proposito.

Por fim, seja o nosso desempenho aferido continuamente pela melhor versão de nós mesmo. Assim, nunca nos frustraremos.  ©Elizeu NVL.

NOSSOS PROBLEMAS: COMO ENCONTRAR SOLUÇÕES?

Ao que parece, vivemos numa aparente fantasia, desejando que o mundo fosse feito de algodão, literalmente. Que as soluções para todos os nossos problemas caíssem do céu, ou seja, sem nenhuma interferência de nossa parte, seja elas, de atitudes ou ações, e tudo resolveria por si só.

Vemos isso, explicitamente pela crescente busca das pessoas por (teologias) de prosperidade e afins, que, prometem toda sorte de benefícios, quando de fato só fazem perpetuar a ilusão de seus adeptos. Aqui não trato de questões de fé.

Entretanto, é importante  identificar o que  chamamos de problemas, —coisas mais triviais, como: (falta dinheiro; decepção amorosa; conflitos familiares;  não ter conseguindo passar naquela prova, etc.), a lista é imensa. Contudo, há exceções, algumas pessoas sofrem de patologias incuráveis, que com o tempo elas acabam por corrigir os próprios desejos (EGO) e se tornam mais conscientes. Aqui, falamos daquelas que a são à regra, e que nunca se conscientizam e consequentemente vivem atolado em dificuldades.

Então!  ONDE ESTÃO AS MELHORES SOLUÇÕES?

O caminho para as melhores soluções, começa com o primeiro passo. Que é compreender o que nos aflige, e que isso não ocorreu exclusivamente por culpa de alguém ou de algo fora de nós.  Depois, que os nossos lamentos sobre tais infortúnios são inúteis na busca por solução. Por último, os nossos problemas não se tratam de uma mera questão de sorte ou azar, mas de consequências da “lei eterna de causa e efeito”.

Portanto, as melhores soluções, como tudo na vida, são as mais simples. Pois, dependem de nossas atitudes, sobretudo de percepção. Tudo pode ser resumido numa palavra. ADAPTAR-SE. — que consiste basicamente em adequar a nossa vida à a sua própria realidade. Qual seja! A proporcionalmente as suas condições, sejam elas: financeiras, sentimentais, competências profissionais, afetivas familiares (etc). Soma-se a isso, um desapego que entendo ser sábio, “deixe tudo que não for essencial” (Bruce Lee). © Elizeu NVL.

PORQUE DEVEMOS TER BOA PALAVRA?

Desde os primórdios, para dizer algo, o primeiro recurso que utilizamos foi à fala, que não depende de recursos tecnológicos e gastamos pouca energia física nisso. Quando crianças de tenra idade, interagimos por esse meio, (choramos). O próprio criador disse: “Façase a luz!”, e a luz foi feita.(Gen.1:3). Portando, devemos estar muito atentos a tudo que falamos!

No entanto, ao que parece, não damos importância, e até depreciamos o que dizemos. Às vezes nossas palavras contêm: (mentiras; fofocas; maledicências; preconceitos; baixo calão; intrigas; etc), isso só por si só, não edifica nada, muito pelo contrário, fazer muito mal a nossa alma e a quem as ouve.

Por outro lado, quando fazemos o bom uso dessa maravilhosa qualidade, que é a fala, certamente, ficamos próximo de “D-us”. Sobremaneira, quando abençoamos alguém, seja um filho (que é dever dos pais) ou um conhecido, amigo, qualquer pessoa que nos preste algum serviço, voluntario ou não, remunerado ou não. Fato é, que quando abençoamos alguém, nosso gesto tem efeito duplo, pois, ambas as pessoas receberam benefícios e paz no coração.

Também, a questão fundamental, do maldisser, porquê “cada palavra que sai da nossa boca tem um significado” é o caminho para decepção, e esta, é a armadilha do mal e “prelúdio da derrota” (Patriarca Abraão). Soma-se a isso, por exemplo: podemos até incorrer em crime, como “difamação”, se dissermos algo sobre alguém, —mesmo que seja verdadeiro. Portanto, devemos atentar para que tudo o que sai da nossa boca.

Por fim, para se comunicar bem, pressupõe que devemos utilizar as melhores as palavras, para cada momento, evitando falar além do necessário, — “o que no mínimo seremos considerados tagarelas”. Atentar para o fato de abençoar, surte os efeitos que desejamos, assim como, as maldições existem. Use sua boca e o dom que recebeu do Criador para agradecê-lo, diariamente, por tudo que existe e pela oportunidade de viver tudo isso. © Elizeu NVL.

MATA O CORPO E AFETA A ALMA.

É fato que desejamos viver cada vez mais, continuar aqui nesse mundo, “sob o sol”, —como disse o Rei Salomão.

Continuamente estamos superando em anos a vida dos nossos antepassados. Porque viver mais é bom. Temos até estratégias para isso, seja através de (dietas, vida saudável, mundo ‘fitness’, etc.) ou seguimos “gurus” orientais.  Também, é verdade que muitos de nos fazem mudanças radicais em seus estilos de vida,  visando a tão desejada longevidade. Logo,  somos forçados à admitir que se trata de tendência unânime .

Por outro lado, mesmo vivendo por mais tempo, estamos as voltas com problemas de saúde, conflitos conjugais, distúrbios sociais e até crises existenciais. Nessa ultima, a premissa é inegavelmente verdadeira, pois, vemos o número crescente de pessoas saudáveis querendo dar cabo a própria vida.

Portanto, existe um vilão responsável, que é empecilho para atingimos a longevidade com saúde e desfrutando de paz.

Não quero ser pretensioso, mas, certamente uma grande parcela de nos fracassa nessa cruzada, por aparentemente falhar num único obstáculo, que para esses, são intransponíveis.

São os vícios!

Todos nos conhecemos pessoas, que são agradáveis e educadas para se relacionar intimamente ou socialmente. No entanto, padecem ou até são reféns desse pesadelo em suas vidas diárias. São viciadas em alguma coisa. Não necessariamente seja vícios em entorpecentes, nos referimos as comuns mesmos, aqueles, que vemos todos os dias (cigarro, álcool, fofocas, gula, dependência afetiva, preguiça, beatismos, ‘fake news’, etc.), que por conta isso, vivem aborrecidas e se decepcionam com frequência.

No obstante, tudo o que encontramos na ‘internet’, oferecendo “soluções” para livrar-nos de toda sorte de vícios, porém, não são eficazes e não há garantias de resultados. Senão, por que estaríamos falando sobre isso agora?

Sera que há solução eficiente para vencer os vícios? R: SIM

Pouco importa o que dizem os especialistas (psicanalistas, psicólogos,  neurocientistas, ‘coaching’,  etc.), as melhores soluções, como tudo na vida, são sempre as mais simples, porque essas, estão ao alcance de todos e são de graça.

Por fim, para se ter a longevidade com saúde e paz na alma, obrigatoriamente deve-se libertar dos VÍCIOS. E faremos isso apenas com a nossa motivação e escolha. Pois, é o que verdadeiramente importa. Portanto, 1) Motive-se por si mesmo, porque só você é o responsável pela sua alma. 2)Decida-se porque você pode é a sua escolha que de fato muda a sua vida. Jamais faça algo nesse sentido, só para agradar os outros. Se assim o fizer, certamente fracassara na batalha contra esse monstro que te domina. ©Elizeu NVL, março/2019.

NOSSOS PROBLEMAS: QUAL É O TAMANHO REAL?

Quem não quer viver de cabeça “fresca”, sem “stress”? — Passar os dias sem ter que se preocupar, manter um bom relacionamento com seu cônjuge e com as pessoas de seu meio social, de forma viver as horas sem sobressaltos, em paz.

Certamente esse desejo é uma unanimidade, no entanto, invariavelmente as pessoas que querem ter vida serena e agradável, porém, muitos agem na contramão disso, pois, diariamente desde à primeira vista, fazem tudo para ver a realidade de forma deturpada, e ainda tem por hábito reclamar de tudo.

Ao que tudo indica, entretanto, elas fazem questão que o mundo saiba dos seus intemperes da vida. E a pior parte disso, é que para esses, que reclamam de toda espécie de má sorte, ao que parece lhes dá prazer.

Inclusive, constatamos isso ao cumprimenta-las: “como você está?”, ouviremos uma resenha dos seus problemas, intercalados com assuntos de (tragédia) que viu a pouco na “internet” e que geralmente ocorreu bem distante da sua vida, geograficamente e com peculiares diversas as suas.

Por outro lado, felizmente, existem outras pessoas que são práticos e dispensam fofocas e tragédias, são exceções.

Seja como for, é fato que imaginamos que os nossos problemas são os maiores que existem, “a grama do vizinho é sempre mais verde”. Eis o ponto da nossa reflexão de hoje.

Por que nossos problemas sempre aparecem maiores que de outras pessoas?

Como toda boa reflexão, deve ser empírica.

Então! Vale conhecer sobre a vida de um comerciante, empresário dedicado, homem trabalhador e honrado, vivia 100% do tempo em prol do trabalho, para manter tudo funcionando na sua empresa. No entanto, se preocupava em demasia com (impostos, funcionários, fornecedores, etc.), vivia apavorado e até perdia sono só em pensar que poderia falir e perder seu negócio. Para ele, isso seria o fim da sua vida.

Certa vez adoeceu e teve que sair da cidade para o tratamento. Como tinha pressa para retornar para seu negócio, viajará de avião. Sua ansiedade era tremenda, sentia-se como se fosse explodir, —o que seria da sua empresa na sua ausência?

Logo após o avião decolar, ele colou o rosto na janela para observar tudo. Notou que a cidade já não parecia tão grande, e nem dava para ver as pessoas no solo, e em poucos segundos de voo não via mais os carros. Em minutos, sua cidade vista pela “janelinha” do avião era apenas um ponto minúsculo no horizonte. Subitamente se calmou, ao perceber a insignificância de tudo que acreditava frente à realidade de toda à existência.

Isso nos ensina que, os nossos problemas aparentam enormes e insuperáveis quando mais estivermos mergulhados neles. Pois, à medida que refletimos sobre quem somos é como se nos afastássemos de todas as dificuldades, e as percebemos como um pequeno ponto de tinta numa folha de papel, que ao aproximar de nossos olhos podem tomar todo nosso campo de visão, porém, isso não é real.

Portanto, a dimensão de nossos (problemas) males são proporcionais aos enfoques que damos a eles. © Elizeu NVL. Março/2019.

A maior de todas as aventuras: O descobrimento.

Por Elizeu NVL.

Desde os primórdios da história humana, o homem busca explicação sobre a sua própria existência. Sobretudo, para responder à (três) questões fundamentais: (quem somos, de onde viemos, existiu um criador).

Nessa busca, ao longo dos séculos, deuses, religiões, doutrinas, filosofias sugiram, (floresceram e desapareceram ou foram literalmente queimadas). Houve muita violência, guerras por conversões forçadas e outras para excomungar incrédulos.Tudo, buscando monopolizar o conhecimento da espiritualidade, porém, nada disso fez mudar a existência da nossa alma imortal e sua relação com o Criador.

Tudo o que diz respeito as aflições e problemas com relação (pessoas ou eventos cotidianos), ocorrem em nossa alma. Porque é dentro de nos que reside a consciência, é essa, que pode mudar toda a nossa percepção sobre a vida.

Inclusive, é pelo livre arbitro que somos autônomos. Podemos fazer as mudanças efetivas que propiciam dar um novo sentido à nossa existência, independente de intermediários. São as nossas decisões que podem nos tornar outra pessoa, ou seja, uma melhor versão de nós mesmo.

Quando pode ser feito? — No presente, é claro. Pois, é agora o melhor momento para renascer(descobrir). Sabemos que o passado não pode ser modificado e o futuro ainda não foi escrito.

Como isso pode ser feito? — Através de auto-analise. Refletindo sobre cada aspecto da nossa vida: (medos, ações, omissões, desejos e esperança), de modo compreender o mundo que nos cerca e nos tornar uma pessoa melhor, feliz por si mesma, aprendendo a conviver em paz e harmonia em sociedade.

Porque, é uma necessidade que está intrínseca dentro de cada um, percebemos isso pelo vazio que sentimos mesmo tendo dinheiro e poder, ou pela solidão quando estamos cercados de muitos amigos e pessoas que amamos. Também é verdade, que almejamos obter as respostas e conhecer o sentido da vida.

Por fim, mude a forma com a qual você vê o mundo e ele todo mudará, permitindo-se viver a melhor versão de si mesmo e evoluindo como ser humano. Ao que tudo indica, esse é o grande proposito de quem nos  Criou a sua imagem e semelhança. ©Elizeu Nvl, março/2019.

Por que não estamos imunes as frustrações?

Por Elizeu NVL.

Pouco importa quem somos, é fato, que desejamos realizar nossos sonhos e sermos felizes. Ao que parece isso é um ideal de todo ser humano. Seja qual for o nosso grau de satisfação com o mundo que nos cerca, sempre queremos desfrutar o melhor que à vida possa oferecer.

Entretanto, vivemos num mundo de inconformismo que saltam aos nossos olhos. Pois, convivemos com: as decepções; a desesperança e as intemperes da vida que nos premia diariamente.

São esses momentos de infortúnios que ganham nossa maior atenção, até lamentamos muito sobre tudo isso.  Outros, porém, pensam ser até natural que suas expectativas acabam não se concretizando, por mera obra do acaso, má sorte ou por uma vingança divina.

Vale uma reflexão!

Por que coisas ruins ocorrem conosco, diferentemente das nossas expectativas?

Partindo da premissa de que invariavelmente nunca obtemos o sucesso tal como se deseja, somos forçados a admitir que existe um fator externo, que nunca consideramos. Isto é, que não estamos plenamente no controle das “coisas” neste mundo. De forma que, existe algo (ou alguém) maior que nós, comandando tudo de maneira incondicional.

Além do mais, sendo o que somos, “seres com prazo de validade, imperfeitos e relativamente incapazes”, é elementar procurarmos compreender como isso funciona, no mínimo.

Pelo que sabemos sobre o universo e suas leis, por exemplo: conhecemos a lei da gravidade, o que nos permitiu desenvolver aviões e voar; aprendemos sobre as partículas e átomos, e criamos a bomba atômica, etc.

Entretanto, há muito mais para aprendermos com relação nos mesmos, muito além do que “Freud, Jang e outros” nos ensinaram. Trata-se, de compreender a respeito da nossa própria espiritualidade. Bem mais do que as religiões tentam nos ensinar, há séculos, e ao que tudo indica, sem sucesso.

Portanto, a compreensão que nos falta, são as que responderiam os “porquês” de algumas coisas não acontecem conforme nossos planos. Sem querer esgotar o assunto, mas, certamente o que nos falta é: 1) deixar de culpar terceiros pelos nossos insucessos e; 2) diminuirmos o nosso ego.

Finalmente, entenderíamos, que tudo o que acontece em nossas vidas e que aparentemente é para mal (ruim) sob nosso ponto de vista, se revelará ser apenas “um teste” para a nossa evolução espiritual. Disso, decorre tudo o que ainda não compreendemos. ©Elizeu NVL, março/2019.

Os maiores medos: onde estão e por que enfrenta-los?

Por Elizeu NVL.

Quem não teve aquela sensação de pânico, que toma conta da gente e nos faz parar abruptamente e até desistir de fazermos algo? Como é possível vencer certos medos, que até nos impedem de evoluirmos como pessoa? Onde estão os nossos maiores medos?

São muitas as questões, no entanto, a maioria de nós passa a pela vida sem nunca enfrenta-las, por pensar que elas são insuperáveis e por sentir uma espécie de pavor do medo, “(Deus) me livre nem quero falar disso”.

Por outro lado, é um fato. Que desejamos viver em paz e ter nossa parcela de felicidade! Passar pelos desafios e vence-los, galgar ao “top” de nossos sonhos e todos os desejos. De forma superarmos nossos medos, sempre!

Para refletirmos sobre o tema, é relevante conhecer um fato da vida de Abraão (patriarca do povo hebreu). Conta à história (Bíblica) que o primeiro contato dele com o “Deus Criador” só ocorreu após 75 anos de sua busca para saber quem era Deus, isso desde os seus 3 aninhos.

Segundo relatos, atribuído ao próprio patriarca, a primeira coisa que Deus lhes disse foi, “Saia para dentro de você”. Soa estranho e sem sentido para nos ocidentais. Como assim, Deus falou só isso? — O mais importante aqui, é o que isso significa para a nossa reflexão.

Partindo do ponto que Abraão é o pai da crença monoteísta, é de fundamental importância e relevante. Pois, mais de um terço dos habitantes do planeta, professam essa fé, num Deus único.

Como fica essa reflexão diante disso? — Sabemos a história dos descendentes de(Abraão, o povo Judeu), que viveram e superaram toda sorte de desafios sob o sol (exílios, expulsões, perseguições, holocausto, conversões forçadas, etc.).

De forma que, o que DEUS disse foi algo muito poderoso e importante, há mais de 4mil anos. Visto que, está no cerne dos ensinamentos (Torá “bíblia”), que estabelecem regras para a vida do indivíduo e seu convivio em comunidade, referencia que vigoram até hoje. E desde tempos remotos, permitem muitos (de quaisquer povos) superar seus desafios, tal como o povo Hebreu e chegarem a Deus.

E no processo pelo qual todo o ser humano deverá passar para atingir o propósito da sua existência, é necessário que faça auto-analise continuamente para as devidas correções no rumo da sua vida. Pois, só assim poderá evoluir como pessoa e conviver em paz perpetuado-se pela  sua descendência. Foi exatamente o grande feito do Patriarca (ir para dentro de si mesmo) e ponderar sobre que é bom e justo para assim agir, e se abster do injusto e afastar do que é mal.


Por fim, certamente nem todos entendem. Porém, é simples. — Para se ter a paz, ou seja “estar em comunhão com Deus” conforme está escrito, é a mesma coisa. Portanto, é necessário irmos para dentro de nós mesmo, para enfrentarmos todos os nossos medos, de modo a superar tudo em nossas vidas. É esse, o nosso maior desafio.

©Elizeu NVL, março/2019.

Somos humanos, ou que?

Por Elizeu NVL.

O que significa isso? Parece que nossa década enlouqueceu?  —todo mundo está fora da “casinha”.

Fato é que,  a maioria de nos está vivendo numa realidade liquida do Profº. (Zymount Bauman).

Não é preciso muita reflexão para perceber. Firmamos à maioria dos nossos compromissos, (compramos, vendemos, pagamos e buscarmos direitos), tudo pela Internet. Nem os  relacionamentos estão livres dessa automação.

Basta um “emotion” para dizer te amo e um click para bloquear o contato, terminamos ex-amor.

O que aconteceu com à gente? Por que nos tornamos tão automatas?

Se a tecnologia que revolucionou as conexões humanas de forma global, simplesmente, cumpriu sua missão. Será que fomos tragados, por ela?

Em menos de uma década,  perdemos, a nossa capacidade de interação pessoal (humana), bastar olhar as pessoas num encontro social (restaurante).

O desafio agora é, seremos os humanos 2.0? –com menos interações físicas e escolhas livres, as nossas críticas pessoais, as opiniões, o voto nas eleições. Faremos tudo,  sem consultarmos os scores de likes?

Estão postos os fatos. Decidimos se somos “seres conscientes”, ou  reduzidos “à meras coisas”, que pode ser programadas por algoritmos computacionais, e  cada vez mais sendo menos humanos livres.(c)Elizeu NVL, março 2019.

SINTO: LOGO ESTOU FELIZ

Desde criança eu já pensava e me questionava sobre a felicidade: Como saberei que sou feliz? O que é a felicidade? O que é preciso para ser feliz?

No entanto, a gente aprende, que: Nem sempre um aperto de mão é um compromisso; A grande parte do que te ensinaram sobre a vida não é toda a verdade; Algumas pessoas podem ser cruéis; Amizades verdadeiras são raras; O mal não existe por si só, assim como as outras decepções.


Assim, é com essas constatações, que fazemos ao longo da vida, nos levam a refletir.


Em princípio, entretanto, para saber se você é feliz faz-se necessário compreender o conceito de felicidade, excluindo que:
1) A felicidade não é meta – porque, se assim fosse, bastaria você idealizar uma carreira profissional, a constituição de uma família, etc. para ter felicidade;
2) A felicidade não é um destino – pois, seria muito fácil alcançar, bastaria ir até a felicidade;
3) A felicidade não tem preço – seria mais fácil ainda, porque bastaria ter dinheiro para comprar a felicidade;
4) A felicidade não é um grau – tranquilo também, porque bastava se dedicar com foco e você galgaria até o nível da felicidade.


Sabendo, portanto, o que felicidade não é, fica mais simples para descobrir se você é feliz ou não. Ou seja, ser feliz é curtir cada momento da vida, dando-lhe a importância como se esse fosse o seu último.


Por fim, não é necessário planejar muito ou empreender uma jornada épica para ser feliz, basta sentir e viver os momentos alegres e de contentamento, como se fossem uma dádiva. Assim, acredite, você encontrou a felicidade.

MINHA GERAÇÃO: ORGULHO E VERGONHA

Sou (cinquentão), filho da geração que proporcionou as maiores revoluções em diversas áreas do conhecimento humano, criamos um (novo mundo):  desenvolvimento, progresso cientifico, descobertas tecnológicas, que salta aos olhos e se destacam em milênios.

No entanto, todas essas conquistas, tiveram um alto preço, pois, também, somos os responsáveis pelo surgimento de um modelo perverso: que poluiu o planeta e fomos aculturados, como: consumistas, individualistas, predatórios, demagogos, egoístas e com isso, produzimos entre outras, centenas de patologias psíquicas, sem precedentes na história.

Contudo, não sou contra o avanço (cientifico) e tecnológico nada disso, entretanto, julgo que erramos, sobretudo, ao esquecermos quem somos: os mesmos humanos como fomos desde os primórdios, pois, é fato que sempre tivemos (consciência, emoções e instintos).

Quando empreendi na busca pelo autoconhecimento, percebi que o que nos falta é uma coisa, qual seja? Olhar para a nossa humanidade e (nascer de novo), certamente, não se trata de nascimento biológico é óbvio.

Ademais, as lições sempre estiveram ao nosso alcance, para isso, basta olharmos para o passado da humanidade e pormos os ensinamentos em prática. Assim, julgo que teremos a revolução social, que o reino dos céus espera de nós. Esta questão, porém, cada um de nós com sensibilidade pode formular…

(601 a.C.) — Lao Tzu: “Seja contente com o que você tem; regozije no modo como as coisas são. Quando você percebe que não há nada faltando, o mundo inteiro pertence a você.”

 (551 a.C.) — Confúcio: “A vida é realmente simples, mas insistimos em tornar isso complicado.”

(399 a.C.) — Sócrates: “O segredo da felicidade, você vê, não é encontrado na busca de mais, mas no desenvolvimento da capacidade de desfrutar menos.”

(33 d.C.) — Jesus: “Que aproveitaria ao homem se ele ganhasse o mundo inteiro, mas perdesse a sua alma?”

(121 d.C.) — Marco Aurélio: “Muito pouco é necessário para uma vida feliz; está tudo dentro de você, no seu modo de pensar.”

(1452 d.C.) — Leonardo da Vinci: “A simplicidade é a sofisticação final.”

Daqui a adiante, já estávamos caminhando para o iluminismo e a humanidade conhecia a primeira revolução industrial que foi o embrião das demais, que nos trouxeram até aqui. ©Elizeu NVL.

AMOR E SEXO: REALIDADE

Se há uma coisa que aquariano não deixa passar batido, quando é desafiado falar sobre qualquer assunto, que seja tabu para maioria das pessoas. Então! Eis-me aqui, falando desse tema que é visto muitas pessoas, pelo menos em público, como verdadeiro tabu, porém, como é presumível, não é na vida privada. Trataremos, portanto, de uma forma leve, divertida e sem ofensas a “moralidade e os bons costumes”.

Vivemos em pleno século XXI, contudo, há muita desinformação e erotização de forma pejorativa quando o assunto é sexo. Vemos isso expressamente nas letras de determinados estilos de músicas contemporâneas. Há também, um forte apelo sexista nestas canções, pelo qual existe notória rejeição social, sobremaneira, por ser incompatível a nossa cultura inclusiva.

Entretanto, se retrocedermos um pouco, nos anos 80/90, constaremos que as expressões artísticas naquele tempo, retratavam o sexo com erotismo elegante, por assim dizer, como visto na letra daquela canção Amor e Sexo (Rita Lee):

“Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem

Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois […]”

Não é preciso uma análise profunda para compreender que canção acima tem abordagem direta, clara e elegante, fazendo analogias: de amor x sexo, e, ao mesmo tempo, é divertida e não constrange ninguém.

Inclusive, para corroborar a nossa assertiva, citamos Catares de Salomão, que tem cunho erótico:

“O seu amor é melhor que o vinho (1.2). Leve-me com você! Vamos depressa! Seja o meu rei e leve-me para o seu quarto (1.4). O meu amado têm cheiro de mirra quando descansa sobre os meus seios (1.13). A grama verde será a nossa cama; os cedros serão as vigas da nossa casa, e os pinheiros serão o telhado (1.16-17). Eu me sinto feliz nos seus braços e os seus carinhos são doces para mim. Ele me levou ao salão de festas e ali nós nos entregamos ao amor. Tragam passas para eu recuperar as minha forças e maçãs para me […]

Como é publico e aceito, esse texto consta dos cânones bíblicos, são palavras que figuram no livro sagrado e foram ditas há acerca de 3000 anos, no entanto, não chocam ou nos fazem ruborizar. São sábias palavras.

Por fim, julgo que tratar de sexo (erotismo) não deva ser algo que nos cause constrangimento, se, contudo, é essencial, observarmos à boa e velha etiqueta, pois, há local e momento adequado para tudo, de forma que não precisamos manter o tema como tabu, que nunca deve ser abordado. © Elizeu NVL.