DECEPÇÃO: QUEM É CULPADO?

Se existe algo tão antigo quando consciência do ser humano, é a decepção, pois, certamente essa, é contemporâneo à aquela própria. Não importa o quanto retornamos na história da humanidade, sempre encontraremos relatos de pessoas se decepcionando com atitudes de outras. Então! Se, algo é tão arcaico que apesar de toda a nossa evolução de milhares de anos, porque ainda não nos livramos da dita decepção com pessoas?

Nossa reflexão, é mais uma constatação. Pois, diuturnamente quem pode afirmar que nunca se deparou com atos ou eventos envolvendo pessoas das nossas relações, as quais, nos premiaram com essa dádiva as avessas? Além disso, o que nos motiva para tratar do tema, e o fato que se trata de umas das maiores dores emocionais que sentimos. Atire a primeira pedra quem nunca se decepcionou com alguém! — parafraseando o evangelista João.

Antes de responder a questão posta, contudo, julgo fundamental fazermos algumas considerações sobre o que é decepção. Nos dicionários: “decepção ou desilusão é o sentimento de insatisfação que surge quando as expectativas sobre algo, ou alguém não se concretizam”. Vemos que o termo é autoexplicativo. Entretanto, para à psicanálise, trata-se de ilusão e desilusão. Freud afirmou: “Porque destruímos as ilusões acusam-nos de colocar em perigo os ideais”, eis o paradoxo freudiano. Em sentido mais estrito, a “Desilusão é uma decepção ou desencantamento decorrente de uma experiência negativa profunda; é ato de desiludir-se, desenganar-se, o que pressupõe que nos enganamos sobre algo ou alguém, que em um momento qualquer, acreditamos”.

Resumindo, quando estamos decepcionados, vivenciamos emoções poderosas, que podem até ser fatais para os mais fracos, visto que é recorrente as causas de muitos atentados, inclusive, contra a própria vida do decepcionado (suicídios).

Mas, voltamos ao ”X” da questão, existe culpado, se em caso afirmativo, quem é?

Não necessário divagar muito sobre de quem é a culpa e/ou a autoria desse evento vil, que tanto nos afeta. A decepção está por excelência, condicionado, atrelada, por assim dizer, ao sentimento de posse que temos em relação a algo que é externo a nós, no qual depositamos muitas expectativas, que invariavelmente essas, são superestimadas por nos mesmo.

Vemos por experiências empíricas durante as nossas vidas, que as pessoas comumente falam (fulana / beltrano) me decepcionou, etc., e lhes atribuindo todo o crédito pelo feito. Esquecemos, porém, que fomos nós, que mesmo que nos iludimos criando expectativas além do razoável. Como naquela máxima popular “quanto maior altura, tanto maior será a queda”.

Por fim, não é saudável para as nossas emoções, superestimarmos os sentimentos e a reciprocidade das pessoas em relação a nós. Os antigos já sabiamente afirmaram na metáfora: “embora dóceis, os cavalos sempre dão coices, assim como, as pessoas sempre podem nos decepcionar”. ©Elizeu NVL.

2 comentários em “DECEPÇÃO: QUEM É CULPADO?

  1. Se houve a necessidade de uma separação é porque houve antes uma decepção, uma traição, uma quebra de confiança. Então aprendi que os seres humanos não é tão facil. Aceitar ou não como são depende do quanto podemos suportar as desilusões.

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