O VAZIO: POR QUE ISSO NOS FAZ SOFRER?

Sempre que falamos com alguém que se declara triste, algo que é recorrente na vida destas pessoas, é dizer que sentem: desilusão, desalento, desperança, melancolia e coisas do gênero. Não é preciso muita conversa com dada pessoa que interagimos, para que apresente uma resenha dos problemas e um rol de justificativas para a própria sensação de vazio interior.

Como sempre fazemos, aqui, buscamos provocar (reflexões), baseados em experiências empíricas, portanto, não temos a ambição de responder todas as questões, entretanto, procuramos despertar buscadores para o conhecimento de si mesmo, e assim, cada um poderá encontrar as próprias respostas.

Constamos, contudo, com relativa frequência neste mundo da realidade liquida(Zigmund Bauman), sobremaneira, nas redes sociais, que essa sensação desagradável causadora de tanta angustia dentro de nós e tem se tornado muito comum. Ao ponto, que já se fala, que vivemos no século onde a depressão é vista como epidemia iminente.

Vamos por parte, como dizia o “Jack Estripador”.

Em primeiro lugar devemos excluir da nossa análise, as pessoas que tem algumas das patologias clinicas, as quais, devem ser tratadas com medicação, pois, é cientifico que essas têm desiquilíbrio químico, portanto, ao invés de reflexão deve procurar ajuda profissional.

Quanto aos demais, que representam o maior número de casos de vazios, até aqueles com severo grau de insatisfação consigo mesmo, para esses felizmente isso tem cura. Parafraseando (André Morais) —professor de mercado financeiro, que diz: a solução embora seja simples, mas não é fácil, e é exatamente o que ocorre para tratar a sensação de vazio. Por isso, julgamos que tudo o que nos aflige, assim como, as soluções, sempre estiveram dentro de nós.

Partindo do princípio de que somos seres com consciência, que por conta disso, conseguimos fazer escolhas livres. Essa competência nos diz, que somos senhores de nós mesmos. Contudo, frisamos, que não se trata de dogmas religiosos, e que esses, proveem de alguma cultura, pois, ter fé ou não, em algo, ou alguém, poderá ser aprendido.

Enfrentar a si mesmo e os monstros que existem dentro de cada um, é a parte mais difícil, mas não é impossível. É necessário e fundamental, que nos despimos de todos os dogmas e preconceitos, e olharmos com coragem para quem realmente somos. Certamente, perceberemos que o que nos aflige sempre diz respeito a nossa percepção de mundo.

Tomamos, por exemplo, os nossos vícios: ao contrário do se apregoa, não se trata de demônios que nos possuam ou algo do gênero, e sim, da nossa incapacidade de lidar com nossos próprios instintos e impulsos. Pois, sabemos que basta tão-somente controlar os nossos desejos e tudo mudará. Sei que é possível: “Não quero beber, não beberei”.

Todos já ouvimos algo como: já fiz tanta coisa, religião, simpatias, promessas, e tantas outras tentativas e nunca consegui me sentir livre desse mal que me atormenta há anos. Também, dizem: tive um casamento opressor por anos ou meus pais foram demais severos comigo, a lista é enorme. É o típico caso de terceirização de solução e da culpa, fuga da responsabilidade.

Portanto, de forma análoga os vícios, é a nossa concepção de mundo. Pois, esperar que determinadas pessoas ajam segundo os nossos pensamentos, desejos e “expectativas”, é simples concluir, que isso pertence ao reino das utopias. Quanto a isso, tenho conselho ótimo, ouvi de uma criança de 5 anos, minha filha Rebeca: “cada pessoa é uma pessoa”.

Por fim, estou além das (300 palavras) habituais, devo encerrar. Julgo que empiricamente é bem simples, porque, podemos escolher agir ou não, desde que seja com toda a nossa convicção e foco. Nunca esperar que o mundo em nossa volta se ajuste aos nossos desejos. Tem uma citação dos evangelistas, que diz: “Onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração.”, cuide para escolher o que lhe valioso. ©Elizeu NVL.

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