SINTO: LOGO ESTOU FELIZ

Desde criança eu já pensava e me questionava sobre a felicidade: Como saberei que sou feliz? O que é a felicidade? O que é preciso para ser feliz?

No entanto, a gente aprende, que: Nem sempre um aperto de mão é um compromisso; A grande parte do que te ensinaram sobre a vida não é toda a verdade; Algumas pessoas podem ser cruéis; Amizades verdadeiras são raras; O mal não existe por si só, assim como as outras decepções.


Assim, é com essas constatações, que fazemos ao longo da vida, nos levam a refletir.


Em princípio, entretanto, para saber se você é feliz faz-se necessário compreender o conceito de felicidade, excluindo que:
1) A felicidade não é meta – porque, se assim fosse, bastaria você idealizar uma carreira profissional, a constituição de uma família, etc. para ter felicidade;
2) A felicidade não é um destino – pois, seria muito fácil alcançar, bastaria ir até a felicidade;
3) A felicidade não tem preço – seria mais fácil ainda, porque bastaria ter dinheiro para comprar a felicidade;
4) A felicidade não é um grau – tranquilo também, porque bastava se dedicar com foco e você galgaria até o nível da felicidade.


Sabendo, portanto, o que felicidade não é, fica mais simples para descobrir se você é feliz ou não. Ou seja, ser feliz é curtir cada momento da vida, dando-lhe a importância como se esse fosse o seu último.


Por fim, não é necessário planejar muito ou empreender uma jornada épica para ser feliz, basta sentir e viver os momentos alegres e de contentamento, como se fossem uma dádiva. Assim, acredite, você encontrou a felicidade.

VIVER FÁCIL: ATITUDE IGNORANTE

Lembrei de uma frase do líder dos Beatles: “VIVER É FÁCIL DE OLHOS FECHADOS.” (John Lennon). Ocorre que uma grande parcela de nós, escolhe viver assim, porque talvez, tais pessoas, prefiram ignorar a realidade e fechar os olhos para tudo isso, pois, é mais fácil viver sem esse peso de uma escolha consciente.

A nossa reflexão de hoje, é no sentido de tentar compreender,  o motivo pelo qual, alguns de nós, fazem esta má escolha?  Isto é,  fazer de conta que as coisas ruins que acontece com outros não os diz respeito, dizem: desde que não seja com os meus, está tudo bem.

Regularmente, contudo, ao me deparar com dada situação, por exemplo: o poder público comete uma injustiça cerceando o direito de alguém, seja por uma sentença injusta ou mesmo com à aplicação de outra espécie de sansão que infrinja sofrimento uma pessoa estranha, e agimos de forma desinteressada, ignorando tudo. O mal dessa escolha, não está só no egoísmo da pessoa que se omite, mas também, ao individuo que decide viver assim.

É fato, que bons conselhos nunca fizeram mal a ninguém. Tem aquela fabula corporativa: um rato, uma fazenda e os demais, de um (autor desconhecido):

Conta a fábula: Que um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: — Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha disse: — Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse: – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! — Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações. O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: — O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então, o rato voltou para casa abatido para encarar a ratoeira. Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e os vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

A moral da história é muito clara:  “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que, quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.” 

Esta reflexão, serve também, para nos despertar quando a propagação dos assim chamados: “Fake News”, isso é,  as informações ou julgamentos que fazemos e  compartilhamos sem que tenhamos certeza da sua veracidade, da sua utilidade e certamente que esse tipo de “noticia” não guarda bondade alguma.

Por fim, devemos pensar mais no coletivo, somos seres essencialmente sociais, é certo que nunca viveremos isolados como se fossemos uma ilha, porque o individualismo que nos trouxe até este momento, como constamos diuturnamente, tem afetado a psique de milhões de nos, sobremaneira,  pela perda da razão de ser.© Elizeu NVL.

CONSELHO E CALDO DE GALINHA

O que não nos mata, nos torna mais forte!

Encare as adversidades da vida com humor saudável, pois, sabendo que determinada coisa ou evento é desagradável, de que adianta ficar lamentando? É certo que a parte ruim já se encontra no problema, então! Se preocupar é sofrer em dose dupla.

Sobre os maus sentimentos: ódio, irá e raiva, para que lhes serve? — senão para provocar alterações fisiológicas e sociais: dores e doenças, e inimizades. Então! Aja com serenidade, tanto quando seja possível.

A prudência, não significa ter sangue de barata, mas, aprender dosar tudo antes de agir. As boas atitudes nos ensinam: “seja um boticário em tudo o que fizeres, faça com que seja pesado e medido para que cure não mate o paciente.”

Por fim, para a maioria das pessoas a distância que existe entre a felicidade e a frustração é uma linha tênue, porque o que é bom e o que é ruim, às vezes, é só uma questão de percepção.© Elizeu NVL.

BEM-ESTAR: COMO SABER

Vivemos na era dos “personal trainer: style; fitness; coach; gurus”, e tantos outros que vemos por aí, não é mais exclusividade das celebridades, pessoas comuns, também recebem tais orientações, trata-se da realidade contemporânea. Entretanto, não vejo há nada de errado buscar auxílio de profissionais, quando o assunto e a obter eficiência em cada área que empreendemos, sobremaneira, visando o nosso bem-estar.

Proponho, contudo, uma reflexão, com um questionamento: será que não estamos aplicando todos os nossos esforços e foco, numa determinada área e negligenciando outras igualmente importantes para as nossas vidas?

Como dizia o Jack, vamos por parte!

Um primeiro lugar, convém definir o que é bem-estar. Como sempre fazemos aqui, falaremos com base empírica, ou seja, pelas nossas próprias experiências. O bem-estar, portanto, pode ser entendido com tudo aquilo que fazendo em prol da boa qualidade de vida, essa, que deve contemplar a nossa trindade interna: (mente, emoções e desejos), além, é claro, e de suma importância, a nossa saúde física e espiritual. E, sabido, que os resultados da vivência com bem-estar, é a uma vida com qualidade melhor, que proporcionará longevidade e tudo que disso decorra.

A miúde como na canção do Zé Ramalho: convém citar alguns resultados específicos da vivência nesta condição ideal: há um estado de conforto, boa disposição, sendo sinônimo de segurança, aconchego, tranquilidade, dentre outros aspectos positivos.

Depois, como diz o Rabino Eliahu Haski:  “galera, vamos para 100%, na prática!”. Na prática, isso significa que qualquer esforço que busque obter alta performance, ou seja, o melhor desempenho, a primeira área afetada, seja positiva ou negativamente, como é presumível é a nossa saúde e por conta disso, devemos ficar atentos.

Porque, ao fazermos muitos esforços físicos, dietas, intervenções evasivas (cirurgias) em busca do corpo “ideal”, ou se dedicando a alegria para atender as nossas emoções, ou ainda, realizando desejos que antes era um tabu, com vistas a livrar-se das próprias sombras psíquicas. Seja qual for a atividade sempre corremos o risco de afetar negativamente as demais áreas.

Portanto, há que sempre buscar o equilíbrio em tudo que fizermos, e ter em mente, de que nada adianta ter um corpo sarado e uma cabeça (psique) doentia, igualmente, alguém mergulhado na espiritualidade e isolar-se demais, ou pessoas “top style” e com péssimos hábitos e comportamento, etc.

Por fim, devemos considerar o nosso foco, esforços, energias e recursos como meios, com os quais, poderemos atingir os fins, que deve vir sempre o bem-estar em primeiro lugar. © Elizeu NVL.

MINHA GERAÇÃO: ORGULHO E VERGONHA

Sou (cinquentão), filho da geração que proporcionou as maiores revoluções em diversas áreas do conhecimento humano, criamos um (novo mundo):  desenvolvimento, progresso cientifico, descobertas tecnológicas, que salta aos olhos e se destacam em milênios.

No entanto, todas essas conquistas, tiveram um alto preço, pois, também, somos os responsáveis pelo surgimento de um modelo perverso: que poluiu o planeta e fomos aculturados, como: consumistas, individualistas, predatórios, demagogos, egoístas e com isso, produzimos entre outras, centenas de patologias psíquicas, sem precedentes na história.

Contudo, não sou contra o avanço (cientifico) e tecnológico nada disso, entretanto, julgo que erramos, sobretudo, ao esquecermos quem somos: os mesmos humanos como fomos desde os primórdios, pois, é fato que sempre tivemos (consciência, emoções e instintos).

Quando empreendi na busca pelo autoconhecimento, percebi que o que nos falta é uma coisa, qual seja? Olhar para a nossa humanidade e (nascer de novo), certamente, não se trata de nascimento biológico é óbvio.

Ademais, as lições sempre estiveram ao nosso alcance, para isso, basta olharmos para o passado da humanidade e pormos os ensinamentos em prática. Assim, julgo que teremos a revolução social, que o reino dos céus espera de nós. Esta questão, porém, cada um de nós com sensibilidade pode formular…

(601 a.C.) — Lao Tzu: “Seja contente com o que você tem; regozije no modo como as coisas são. Quando você percebe que não há nada faltando, o mundo inteiro pertence a você.”

 (551 a.C.) — Confúcio: “A vida é realmente simples, mas insistimos em tornar isso complicado.”

(399 a.C.) — Sócrates: “O segredo da felicidade, você vê, não é encontrado na busca de mais, mas no desenvolvimento da capacidade de desfrutar menos.”

(33 d.C.) — Jesus: “Que aproveitaria ao homem se ele ganhasse o mundo inteiro, mas perdesse a sua alma?”

(121 d.C.) — Marco Aurélio: “Muito pouco é necessário para uma vida feliz; está tudo dentro de você, no seu modo de pensar.”

(1452 d.C.) — Leonardo da Vinci: “A simplicidade é a sofisticação final.”

Daqui a adiante, já estávamos caminhando para o iluminismo e a humanidade conhecia a primeira revolução industrial que foi o embrião das demais, que nos trouxeram até aqui. ©Elizeu NVL.

CONFLITO: ALEGRIA E TRISTEZA

Queiramos admitir ou não, o fato é que a nossa vida é cheia de emoções extremas: com momentos alegras, ora com muita tristeza, e há ainda, aqueles confusos. Pois, pela incompreensão da realidade e por cultuarmos a ideia utópica de felicidade permanente é que ocorre há este descompasso, que termina nos sentirmos mais infelizes que felizes.

Julgo que por conta disso, muitos de nos se perdem na jornada da vida por justamente não suportarem a realidade tal como ela é, e acabam por sucumbirem às vicissitudes: vícios, violência e para alguns até perda do sentido da própria existência.

Como sempre faço aqui, não tenho a pretensão de responder tudo a ponto de esgotar o assunto, no entanto, convido para fazer uma reflexão, com viés empírico: prático,  pelas próprias experiências.

Recentemente fui questionado pelo fato de ter deixado a religiosidade… É muito simples! Foi porque não quero mais terceirizar as minhas responsabilidades, quais sejam? Aquelas que decorrem das minhas escolhas e o retorno que a lei da causa e efeito me destinará.

Ademais, ocorre que estamos sempre esperando que alguém arrume a nossa “bagunça”, ou seja, nos perdoe, nos provenha de tudo, ajeite a nossa vida e garanta a nossa felicidade. Entretanto, não queremos ter a responsabilidade por nossas escolhas: ações e omissões.

Além disso, sempre esperamos que algo que não controlamos, ou seja, o mundo fora de nós (parte externa) atenda os nossos anseios. Deixamos de lado, a única parte que podemos controlar, que é o nosso interior: a nossa percepção da realidade de forma inflexível.

Por fim, a nossa insatisfação decorre na maioria das vezes, porque desejamos que o mundo em volta corresponda aos nossos desejos e esperanças, quando é notório, que, se mudássemos a nossa percepção da realidade, poderíamos certamente viver mais momentos felizes que os tristes. © Elizeu NVL.

AMOR E SEXO: REALIDADE

Se há uma coisa que aquariano não deixa passar batido, quando é desafiado falar sobre qualquer assunto, que seja tabu para maioria das pessoas. Então! Eis-me aqui, falando desse tema que é visto muitas pessoas, pelo menos em público, como verdadeiro tabu, porém, como é presumível, não é na vida privada. Trataremos, portanto, de uma forma leve, divertida e sem ofensas a “moralidade e os bons costumes”.

Vivemos em pleno século XXI, contudo, há muita desinformação e erotização de forma pejorativa quando o assunto é sexo. Vemos isso expressamente nas letras de determinados estilos de músicas contemporâneas. Há também, um forte apelo sexista nestas canções, pelo qual existe notória rejeição social, sobremaneira, por ser incompatível a nossa cultura inclusiva.

Entretanto, se retrocedermos um pouco, nos anos 80/90, constaremos que as expressões artísticas naquele tempo, retratavam o sexo com erotismo elegante, por assim dizer, como visto na letra daquela canção Amor e Sexo (Rita Lee):

“Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem

Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois […]”

Não é preciso uma análise profunda para compreender que canção acima tem abordagem direta, clara e elegante, fazendo analogias: de amor x sexo, e, ao mesmo tempo, é divertida e não constrange ninguém.

Inclusive, para corroborar a nossa assertiva, citamos Catares de Salomão, que tem cunho erótico:

“O seu amor é melhor que o vinho (1.2). Leve-me com você! Vamos depressa! Seja o meu rei e leve-me para o seu quarto (1.4). O meu amado têm cheiro de mirra quando descansa sobre os meus seios (1.13). A grama verde será a nossa cama; os cedros serão as vigas da nossa casa, e os pinheiros serão o telhado (1.16-17). Eu me sinto feliz nos seus braços e os seus carinhos são doces para mim. Ele me levou ao salão de festas e ali nós nos entregamos ao amor. Tragam passas para eu recuperar as minha forças e maçãs para me […]

Como é publico e aceito, esse texto consta dos cânones bíblicos, são palavras que figuram no livro sagrado e foram ditas há acerca de 3000 anos, no entanto, não chocam ou nos fazem ruborizar. São sábias palavras.

Por fim, julgo que tratar de sexo (erotismo) não deva ser algo que nos cause constrangimento, se, contudo, é essencial, observarmos à boa e velha etiqueta, pois, há local e momento adequado para tudo, de forma que não precisamos manter o tema como tabu, que nunca deve ser abordado. © Elizeu NVL.

O CONHECIMENTO: PARA QUE SERVE

Depois de viver certo tempo, aprendemos que a maioria das pessoas estuda pelas suas ambições (carreiras e dinheiro),  e, em decorrência disso, não aprendem o essencial, qual seja?  O conhecimento de si mesmas, e terminam por serem indivíduos frustrados e infelizes.

O fato que isso não é novo! Se buscarmos na história, veremos que é contemporâneo ao mistério de Apostolo Paulo de Tarso, o qual compartilhava as idéias da escola filosófica (Estoica), parafraseando o seu amigo Sêneca: Existem erros cometidos por culpa de quem ensina intelecto e não sobre como se deva viver. Há também alunos que procuram aprender apenas por suas carreiras, e não o conhecimento de si, sobretudo, o saber de como elevar as suas almas. Assim, o estudo se torna uma filologia, ou seja, só o estudo das palavras.

Por fim, tudo o que aprendermos deve ser: (verdadeiro, bom e útil), lembrando do filtro do mestre Sócrates, do contrário, para que serve títulos e diplomas? ©Elizeu NVL.

ESCOLHA: É SUA VERDADE OU FICÇÃO?

São tempos sombrios para pensadores, porque nestes dias, a regra é que tudo na vida deva acorrer segundo uma dada lógica: o dito certo é o que é certo e ponto. Contudo, partindo do pensamento de Descartes no discurso do método, em que tudo é duvidoso: (se duvido penso, se penso, logo existo), por meio desta dúvida metódica, é quando se inicia o pensamento e de onde tudo deve começar.

Filosofia a parte, vale a pena refletir de uma perspectiva existencial, sobre o que fazemos se são pelas nossas escolhas, por exemplo: o que consumimos; o nosso lazer; o que ouvimos; assistimos; até a nossa espiritualidade e tantos outros assuntos. Ocorre que uma grande parcela somos condicionados a um dado modo de consumo, sugerida de maneira quase automática, pela Internet ou pelo ‘marketing’ tradicional. O fato é que poucas pessoas escolhem por si, contudo, o mais grave disso, é que estamos assimilando essas (facilidades) como se fosse uma mera comodidade.

No plano existencial, no entanto, há uma contradição, porque, pensar ou escolher deve ser uma atividade essencialmente de cunho subjetivo. Devemos, portanto,  voltar pensar conscientemente e fazer as nossas escolhas conforme o nosso livre arbítrio, ou seja, segundo a nossa (própria) vontade. Não devemos aceitar que nos tornemos meros objetos animados, como se fossemos personagens de uma obra de ficção.

Por fim, devemos dar um sentido a nossa existência, ou seja, viver a verdade das nossas escolhas, não nos submetendo à algo só para sermos aceitos por determinado grupo ou meio social,  só pelo fato deste deter o “status” de ideal pela tribo. Pois, no momento que deixarmos a subjetividade em detrimento da escolha de outrem, a nossa humanidade racional será reduzida a mera obra de ficção. © Elizeu NVL.

HUMANIDADE: A CARÊNCIA DO MUNDO

Recentemente uma amiga do ‘facebook’ me sugeriu gentilmente que comentasse sobre o amor espiritual. Não sei se compreendi seu pedido, mas, como aquariano que vive no mundo das ideias e (sou grato por isso), me empenharei. Julgo que abordarei algo que vá ao encontro das expectativas da “friend”.

Como tudo na vida, desde uma grande jornada, e até para ir diariamente ao nosso banheiro, começa com um passo. Nesta reflexão, o primeiro passo é compreender o que é espiritualidade.  No entanto, para falar sobre um tema tão relevante, convém antes, firmar o que não é espiritualidade.

Não é espiritualidade seguir qualquer religião, com o devido respeito. Trata-se de coisas distintas, pouco importa o que é dito nos léxicos. Porque, todas as religiões têm em comum, a defesa de determinada doutrina, e isso por si só é incompatível com o mundo espiritual, pois, este transcende o tempo, o espaço e seus fins são essencialmente universais: equilíbrio, que vai muito além da insignificante compreensão humana.

Vale frisar, que não tenho a pretensão de aprofundar no tema com intuito de esgotar o assunto, antes, contudo, provocar uma reflexão que seja esclarecedora e traga alento a todos que leem nosso blog.

Depois de compreender que espiritualidade não se trata de religiosidade, devemos perceber que isso tudo está inteiramente ligado a nossa característica primordial que diferencia dos outros seres deste planeta, que é nossa humanidade. Isso, guarda referência com a nossa maneira de pensar, sentir ou agir, independente da influência da cultura ou da religião.

Viver humanamente é viver plenamente, de maneira tal, que a ética esteja no cerne de todas as ações que praticamos, seja qual for o ramo do conhecimento humano e compreender que nada (absolutamente nada) escape a equidade: (a observação dos critérios de justiça, ou seja, sempre a maneira mais justa em cada situação).

Lógico, que essa ideia de justiça seja utopia nesta terra, contudo, o grande problema não esse, pois, se só praticarmos o justo olhando para um modelo injusto que vemos, o mundo e nada nunca mudará.

Portanto, devemos praticar o justo e viver com justiça pela nossa porção de humanidade, pois, como sabemos, apenas uma gota faz transbordar um grande recipiente, assim, se cada um cuidar da sua parte talvez num futuro não muito distante viveremos no reino dos céus, pois, neste, não há medida injusta: este é o mundo da espiritualidade.

Por fim, para tratar da espiritualidade é preciso antes elevar o nosso nível de consciência sobre tudo, para que a nossa humanidade seja plena. Tal grau de pureza é até incompatível com o que praticamos e vemos ao nosso redor, por exemplo: (os sentimentos negativos: sejam os possessivos, os odiosos, os vingativos e outros de mesma esfera). Além disso, é essencial que abstenhamos cada vez mais da predisposição dos nossos instintos: (desejar e praticar futilidades pelo simples prazer). Talvez então, poderemos compreender e experimentar o mundo espiritual. © Elizeu NVL.