O SEU AMOR: É CONVENIENTE, EMOCIONANTE OU CALIENTE

Atire a primeira pedra quem nunca se debruçou sobre as próprias lagrimas, seja lamentando por amor não correspondido, ou por ter perdido um “grande amor”? — não precisamos pensar muito, julgo que há unanimidade sobre esse tema.

A questão é: como saber que o que se sente por alguém é amor, de que tipo?

Antes de entrarmos na questão propriamente dita, convém alertar, que o nosso proposito aqui, como sempre, é refletir sobre um tema do ponto de vista empírico, ou seja, pelas nossas próprias experiências, para isso, faremos com sensibilidade e uma boa dose de honestidade própria.

Alertamos, que não temos a pretensão de explicar tudo.

Em primeiro lugar, devemos pensar no amor como muito peculiar para cada pessoa, ou seja, algo que provem do íntimo. Por conta disso, faz-se necessário metodizar um pouco, para tornar o assunto mais didático e assim ser mais acessível a todos.

Neste nível, vamos fazer uso das definições dos autores franceses: Pierre e Roland, sobre o nosso íntimo: razão, sentimento e instinto, respectivamente denominando-os de ÁGUIA, LEÃO e BOI. Sendo: a Águia a nossa consciência, o leão as nossas emoções e o boi os nossos desejos. Esses três animais, portanto, representam a nossa figura trina, ou seja, a trindade humana. Pois, é fato que (pensamos, sentimos e desejamos), contudo, o mais importante disso, é saber qual destas partes de nós, está no controle no momento em que dissermos “eu te amo” para alguém.

Na esfera externa, ou seja, na forma como manifestamos o amor. Desde há muito tempo, num passado remoto, que já se perdeu na poeira do tempo, nos ensinaram sobre o amor. Que ele, é algo sublime; maravilhoso; misterioso; é só possível para quem cumprisse determinado ritual ou confessasse fé a dogmas… Julgo, porém, que a coisa seja bem mais profana do que divina, pois, diz respeito ao que sentimos que independente de fé, crença e outras alegorias.

Neste sentido, os gregos até classificaram o amor em cinco tipos:

Ludus – amor de alegria: Amor descontraído, sem compromisso. Sua única intenção é prazer e diversão.

Storgeamor de pai e mãe: É o amor que se baseia na relação de pais que cuidam dos seus filhos.

Ágape – amor incondicional: esse amor é global, nos inspira a fazer o bem ao próximo.

Eros – amor com desejo: É o nome grego para cupido, que atira em pessoas com suas flechas e causa as paixões avassaladoras.

Philia – amor entre irmãos: É o amor sincero, compartilhado entre irmãos e amigos. Esse amor também pode ser encontrado em relacionamentos conjugais.

Respeitamos sobremaneira os mestres gregos, mas, a nós, interessa, o que externamos em relação ao cônjuge, a pessoa amanda. De forma, que um fato persiste: e esse, é, que tudo vem de dentro de nós. Pois, só manifestamos algo gerado pela nossa figura trina, ou seja, pelos três bichos: (Águia; Leão e o Boi) que representam tudo que manifestamos, vejamos:

Se sua personalidade é pautada pela parte racional, na figura águia, como já dissemos: você sempre analisará os ”pros” e contras para dizer para alguém: eu te amo. Sendo certo, que este relacionamento será menos romântico e deveras pouco caliente;

Se você é do tipo que decide pelo lado emocional, na figura do leão, certamente terá aquela relação melosa, grudenta e cheia de “coraçãozinhos” que mergulhará de cabeça e dirá a pessoa amada: eu te amo de olhos fechados, como se não houvesse o amanhã;

Se você age pelos seus instintos, na figura do seu boi, por certo terá um amor de oportunidade e conveniência momentânea, pois, seus sentimentos se baseiam somente nos desejos, não é difícil concluir que quando a atração acabar com ela também tal amor acabará.

Por fim, como sempre fazemos em nossas reflexões, buscamos encontrar uma resposta simples, pois, a nossa experiência já demonstrou que é dessa maneira que as melhores soluções são conhecidas. Portanto, busquemos o equilíbrio em tudo que fizermos, sobretudo, em questões de amor, façamos como que coexistam os três bichos harmonicamente, por certo que teremos um relacionamento que vale a pena quando disser: “eu te amo”. © Elizeu NVL.

MORTE: POR QUE EVITAMOS TANTO FALAR?

Por que algo inevitável nos causa tanto pavor? — talvez, porque seja um grande tabu! Especialmente, se você é ocidental, onde a cultura (cristã) predomina e sempre tratou o tema com tanto simbolismo, denotando uma espécie de castigo: “o salvador, inocente morreu na cruz por culpa dos pecadores…”. Pontuando nessa parte uma apoteose, contudo, como sabemos que é a mensagem que torna alguém mortal em imortal.

Teologias a parte, não temos interesse no aspecto religioso desse evento da vida, mas, antes, refletir sobre esse inevitável momento de uma existência, sobre tudo, com um olhar mais real e com outra conotação, ou seja, algo positivo. Pois, se julgamos que a (vida) não se resume a parte biológica, é certo que devemos enxergar um horizonte mais significativo.

Muito embora, a simples ideia de morte como final de uma vida, seja chocante e nos cause emoções tristes e intensas, entretanto, do ponto de vista do mundo das ideias, ou seja, do (reino dos céus), tudo pode ser mais claro, como naquela canção: “E tudo ficou tão claro, O que era raro ficou comum. Como um dia depois do outro. Como um dia, um dia comum” (Engenheiros do Hawaii).

Recentemente, conheci um ponto de vista que me motivou escrever esta. Trata-se da ideia que durante a vida, morremos três vezes: a primeira morte ocorre quando perdemos a inocência: (constamos que o mundo não é como os contos de fadas); depois, a segunda vem quando deixamos da ingenuidade: (descobrimos que viver significa pagar o preço por nossas escolhas); e por fim, a terceira: (trata-se do momento em se morre fisicamente).

Portanto, se refletirmos um pouco, veremos que essa ideia faz todo o sentido. Se a cada fase concebemos um mundo segundo determinado grau de compreensão.

Por fim, suavizando um pouco o tema, faremos a seguinte analogia: (a vida com o ato de escrever): “Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final e no meio você coloca ideias”(Pablo Neruda). De forma que, nascemos e normalmente nos desenvolvemos, poderíamos inferir se formos capazes de perceber às duas primeiras mortes, certamente estaremos preparados para última. © Elizeu NVL.

O SEGREDO: A VIDA NÃO É SÓ ISSO

Quantos de nós, pode de fato dizer como a vida funciona? — Não estamos falando de biologia ou da realidade física inexorável que conhecemos: de nascimento, desenvolvimento e morte. Referimos à compreensão da parte mais nobre do nosso ser, a nossa consciência, essa que provém da (alma imortal). De que adianta conhecer a ciência da vida física e não compreender os mistérios da nossa existência?

Nesta reflexão, como sempre fazendo aqui, não temos a pretensão de explicar tudo, antes, porém, compreender porque somos tão contraditórios: se de um lado temos consciência e a capacidade racional, por outro agimos pelos instintos e desejos de forma muito superficial: direcionado, influenciado pelas regras de consumo. Seja: o que devemos ler; assistir; consumir; e até o que entendemos como verdade e beleza. Ou seja, não há escolha livre.

É em decorrência disso, criamos expectativas irracionais e outras superestimadas, sejam essas, com relação a eventos do cotidiano, pessoas que relacionamos ou ainda, acerca de nós mesmos. É fato, que nos decepcionamos com muita frequência.

Há uma expressão com uma palavra longa, que pode ser o nosso ponto de partida para esta reflexão, trata-se da: “transitoriedade da vida”, quando tomamos consciência disso já é meio caminho andado, para compreendermos o processo, ou seja, que devemos parar de brigar com a vida: aprendendo com erros sempre, e com isso, nortear as nossas próximas decisões e ações, criando expectativas racionais sobre tudo. Sobremaneira, o nosso agir com a relação a outras pessoas.

Alguns de nós, no entanto, argumentará: que há pessoas que passaram pelo ciclo completo da sua existência sem nunca sequer fazer tal reflexão? E, daí? — há pessoas que vivem na ignorância e se sentem felizes e realizados! Advirto, contudo, que tais viventes agem tal como os demais seres inferiores do planeta, que como sabemos: buscam por abrigo, alimentos, defender-se e as suas proles de predadores, formam bandos e procriam. São os que chamamos de animais irracionais.

É fato, que também, existe uma crise existencial generalizada, que pode ser constatada quando observamos: suicídios, relacionamentos inconstantes e volúveis, carência de identidade (pessoas buscando por grupos para se definir), demandas legais nunca visto. Exemplo: o poder público está tendo que intervir em todos os aspectos da vida, (da concepção à morte). Isso tudo, porque, a maioria de nós (indivíduos), não se sente mais capaz de fazê-lo, pois, tudo é relativizado e deve ser politicamente correto.

Ademais, vivemos com os nervos a flor da pele, qualquer evento que nos ocorra é motivo para revolta e com isso buscamos um culpado pelas nossas frustrações e desalento.

Muito embora, isso tudo, já muito foi anunciado pelos sábios da antiguidade: “é chegado o reino dos céus”, ou seja, “o reino da consciência”, um reino do Ser em razão a do Ter. Ressaltamos, que aqui não se trata de dogmas de religiosos, mas sim compreender esse mistério que nos inquieta e frustra as nossas expectativas frente à vida.

Portanto, o ocorre que gradualmente perdemos a individualidade e como isso, a nossa humanidade. Julgo que em breve haverá uma ruptura com a vida do mundo concreto, para ceder o lugar para um viver autômato: onde a subjetividade não mais existe, e às decisões serão tomadas por algoritmos (automatizados), seguindo critério do bem para coletividade.   

Depois de todas essas coisas, o que nos restará para manter alguma humanidade? — tenho comigo, que as melhores soluções para todos os desafios, são sempre as mais simples: seguramente se voltarmos para dentro de nós, como disse certa vez um Rabino: “vá para dentro de si e enfrente as maiores guerras”, quem vence o inimigo é vitorioso, mas quem vence a si mesmo é um sábio.

Por fim, compreender o que somos de fato, e agir segundo a nossa consciência, nos garantirá conhecer muitos dos mistérios do universo, que como o dito no oráculo de Delfos: “conhece-te a ti mesmo”, e conhecerás o universo e os Deuses. Assim, com o conhecimento de nós mesmo e a compreensão de tudo que nos cerca, nos permitira viver na próxima era que se avizinha. © Elizeu NVL.

VOCAÇÃO: GERAÇÃO DE INCORFOMADOS

Desde a segunda revolução industrial (século XIX que aprimorou tecnicamente e cientificamente o mundo), e fez com que a sociedade se afastasse cada vez mais da sua humanidade. Esse fenômeno econômico e social que sempre foi defendido e estimulado por muitas politicas públicas, desenvolvimento e progresso, ao redor do mundo. Hoje, no entanto, estamos nos limiares de nos tornamos parte integral desse processo, não como pessoas: operários, mas como verdadeiros robôs produzidos em série, com programação para consumirmos produtos e serviços, lazeres de forma automatizada e com isso estamos produzindo uma geração de inconformados.

Como sempre fazemos aqui, procuramos fazer uma reflexão acerca do tema, sobremaneira de forma empírica, e não temos a pretensão de esgotar o assunto.

Hoje, a nossa reflexão: é de que forma devemos agir para não sermos tragados pelo sistema automatizado? — onde pessoas são educadas condicionando-as desenvolver determinada competência, porque é uma exigência do “mercado”. Com isso, estão relegando quaisquer vocações reais destas pessoas, visando só atender o que a sociedade de consumo espera de cada um. Só para ilustrar, no século passado, começamos nos referir como meros RECURSOS HUMANOS, portanto, mais explicito é impossível.

Desde o século passado, que estamos nos comprometendo tão-somente com: formações; carreiras e metas. Se afastando do que de fato nos torna genuinamente humanos, ou seja, a nossa capacidade de sermos empáticos: “a felicidade é o maior bem desejado pelos homens e o fim das ações humanas”(Aristóteles). Não há como argumentar que agindo como produtos em série, estamos buscando o ideal da felicidade, porque para essa, é necessário um contentamento que é peculiar para cada um de nós. De forma que não é possível industrializarmos e produzirmos momentos felizes para todos os gostos.

Contudo, é assustador o que vemos no cotidiano: onde pessoas fazem viagens e programas de lazeres, porque está na moda. Adquirem bens: casa; veiculo; barco; avião pelo mesmo motivo. Para essas, infelizmente tudo em suas vidas são “ala carte”, certamente não lerão este texto. Julgo que também, estão cumprindo as metas estabelecidas pelo consumismo.

Por fim, devemos agir com discernimento em tudo que escolhermos: questionando sempre se de fato precisamos de determinada coisa, ou se estamos fazendo-a pelo apelo de ‘marketing’ que nos fizeram crer que necessitamos. Assim, evitaremos sermos tragados pelo sistema automatizado, onde a humanidade não mais existe, e fomos resumidos a meros seres automáticos sem vontade própria. © Elizeu NVL.

DESPERTAR: VOCÊ CONHECE O CAMINHO?

Se condensarmos todas as religiões e filosofias já criadas, e fossemos analisar os pontos em comum, certamente encontraríamos muitos, contudo, julgo que existe um que é fundamental. Não importa se somos do oriente ou do ocidente, o fato é que temos mesmo uma convergência essencial, sem a qual, não é possível chegar ao objetivo almejado, este, que é o proposito da nossa existência.

Como sempre fazemos aqui, não tratamos de religiões ou crenças de quaisquer vertentes, mas antes, refletimos sobre os vários aspectos da vida pelo autoconhecimento, sobretudo, por via empírica, ou seja, pela nossa experimentação no cotidiano. Admitimos, porém, as nossas limitações, pois, certamente ninguém é dono da verdade e capaz de conhecer tudo. O grande mestre disse: “só sei que nada sei” (Sócrates).

Qual é esse ponto fundamental, que indica o nosso despertar? — o desejo de conhecer a verdade.

Muito já foi dito há milênios, assim como muitos mitos, heróis e lendas já foram cunhados, e cujos nomes, se contados são milhares. Entretanto, o que importa para nossa reflexão, é que existe um ponto primordial nesta empreitada, para darmos o primeiro passo rumo à compreensão plena, que aqui chamaremos de despertar.

Portando, não se trata de rituais intrincados ou algo assim, porque sempre houve muito simbolismo em entorno do tema, dependendo do conjunto de dogmas que professamos. Antes, porém, é a pela simplicidade que se apreender os mistérios do universo. Como se lia no oráculo de Delfos: “conhece-te a ti mesmo”.  Se trata de algo que provem de dentro de nós, que muitos chamam de: centelha divina; ponto de luz interior; semente e outros.

Compreendo que se manifeste pela nossa insatisfação contínua, por; um desalento; um vazio; uma espécie de sentimento descontente que pode ser resumido: num desejo diferente, que não seja o de ter a posse de algum material, fama ou coisas assim. A professora Lúcia Helena muito bem definiu: “onde há uma vontade há um caminho”. Assim sendo, é a nossa vontade, ou o sair da inércia (pelo nosso livre árbitro), que nos permitirá encontrar o caminho da iluminação. Como sempre tenho dito nestas reflexões: a solução não existe em algo ou alguém fora de nós. © Elizeu NVL.

O TEMPO: PORQUE NÃO SE DEVE PERDER.

Poucos de nós, que ao deparar com pessoas com limitações motoras ou de comunicação por consequência da idade, reflete que ao atingir este estágio da vida há de ter muita sorte com longevidade. Contudo, o mais importante nesta caminhada é como usar bem o tempo que temos.

Para alguns, entretanto, viver é um exercício penoso, sem tempo para contemplação: com isso, não se percebe o fluir dos dias, e a vida, é uma espécie de castigo: pois, vive-se num processo automático, sem liberdade para o bem-estar e as pequenas gentilezas, que maioria das vezes, são gratuitas.

Assim sendo, não devemos perder tempo com amarguras: passar horas e horas remoendo decepções ou alimentado ódios por pessoas, ou eventos infelizes. Porque isso, é certamente uma perda de tempo.

Antes, porém, devemos cultivar a gentileza e nos voltarmos para as boas coisas da vida: essas são, as mais simples e gratuitas, que nos dão contentamento e proporcionam momentos alegres.

Sobretudo, quando interagimos com pessoas: com empatia e civilidade. Nunca lhes impondo obrigatoriamente o nosso ponto de vista. Pois, é fato, que cada um de nós tem uma maneira peculiar de ver a vida.

Por fim, seja como for a sua vida, nunca perca tempo ou faça má uso de suas palavras e ações. Antes, contudo, faça o bom uso de todos os seus recursos físicos: seja para um abraço, um aperto de mão ou apenas um aceno respeitoso, assim, acertadamente verá que usou bem o seu tempo. ©Elizeu NVL.

TENSÃO E STRESS: O PROBLEMA QUE SE TORNA ROTINA.

Algumas vezes durante um curto período, sentir-se tenso e com “stress” é até aceitável. Sobretudo, em nosso dia a dia, vivendo nesta realidade liquida, que bem definiu (Zygmund Bauman), onde, nada existe de concreto e perene, tudo se modifica constantemente, relacionamentos, valores e crenças.  Quando, no entanto, essas preocupações fogem ao nosso controle e viram a regra em nosso cotidiano, certamente há algo muito errado conosco.

O mais curioso é que muitos nós nunca sequer faz qualquer tentativa para compreender o motivo para andar com os nervos a flor da pele, literalmente. Esse estado que nos proporciona ansiedade e angustia que muitas vezes até nos coloca fora de ação, além de gerar tantas frustrações no dia a dia. Ocorre que geralmente justificamos tudo, apenas culpando fatores externos como: (a situação financeira; o trabalho; o relacionamento; a família, etc.), e nunca enfrentamos o problema na origem, ou seja, dentro de nós.

Usando metáfora da moeda que tem duas faces, assim também poderemos ver esse problema, basta analisarmos com mais atenção, e veremos que de um lado, como já é presumível, trata-se da face ruim: manifestada por dores no corpo, na cabeça e tantas outras sensações desagradáveis, que para algumas pessoas evoluem a partir disso para doenças crônicas (enxaquecas), etc.

Do outro lado, como já dissemos, tem a face boa: trata-se dos alertas que o organismo se utiliza, para chamar a nossa atenção para existência de problemas, que geralmente não são doenças, mas estão relacionados á nossa percepção de mundo, ou seja, a forma como encaramos a vida e seus percalços.

Como sempre fazemos aqui, não temos a pretensão de esgotar o assunto, nesta serie de textos: questionaremos, por meio de uma reflexão. Por que e tão difícil aceitarmos, que as soluções para grande parte dos nossos problemas são provenientes de coisas simples e ate abstratas?

Constaremos, portanto, que muitos dos nossos dilemas que geram dores e ansiedades, na verdade são causados pelas nossas próprias expectativas superestimadas, sobretudo, frente a terceiros ou ambições pessoais.

Não pretendo afirmar que é possível viver sem ‘stress’ ou frustrações, não, muito pelo contrário, isso é inerente á alma humana, pois, estamos vivemos num mundo imperfeito de pessoas idem. No entanto, sabendo disso, poderemos evitar mergulhar a fundo nas coisas “como se não houvesse amanhã”. (Prof. André Moraes).

Por fim, devemos ter consciência: de que não podemos tudo e não temos superpoderes como os super-heróis, e a compreensão: de que as pessoas são passiveis de falhas, e pouco ou nada pode ser feito quando a isso. Assim como, ter atitude: para evitar situações que te exponha em situação de tensão e conflito constante, sobremaneira, se envolvendo em problemas de outras pessoas gratuitamente. ©Elizeu NVL.

ALMA: QUAL O PROPOSITO DA EXISTÊNCIA?

Julgo que seja quase impossível encontrar um único povo ou cultura neste planeta que em algum momento da sua história não tenha criado religiões ou cultos com a finalidade de acessar a espiritualidade, seja para obter favores dos “céus” ou para compreender o proposito da sua existência. Fato é que sempre estivemos nesta busca.

Muito já foi dito, religiões e deuses foram criados e desapareceram ao longo de mais de 7 mil anos desde os primeiros registros da história da humanidade, porém, um fato persiste, não há consenso quando se trata da alma humana, por exemplo.

Qual o proposito da nossa existência? O que é a alma?

Como sempre faço aqui, com cerca de 300 palavras, não tenho a pretensão de explicar tudo, mas busco pontos para reflexões e quiça, lançar mais luz na nossa caverna, e assim, possamos compreender mais sobre nos mesmo. Registro também, que respeito todas as religiões e cultos, assim como, não tratarei do tema sobre enfoque de qualquer que seja.

Desde à antiguidade muitas culturas, religiões e escolas iniciáticas beberam da mesma fonte de conhecimento, ou seja, dos mesmos mitos e lendas para alicerçar e lançar seus manifestos e dogmas. Nada de mal nisso, aprendemos que foi assim que evoluímos culturalmente até o presente momento, e julgo que desta maneira continuaremos. Cada nova descoberta e constatação, vamos aprimorando e deixando de lado o que não mais serve de paradigma.

Portando, também, buscando na antiguidade, no conhecimento cabalístico, que nos ensina: que este mundo e tudo que percebemos pelos nossos cinco sentidos não é o mundo real. Resumindo numa analogia grosseira: o nosso corpo físico é uma roupa, que serve tão-somente de vestimenta para verdadeira essência de nós, a qual, chamamos de alma.

Por fim, sendo que o proposito da nossa existência é evoluir (aprender) como seres mortais, visando desenvolver a consciência que transcenda e assim, nos permita fazer o caminho de volta para espiritualidade. Porque bem sabemos que como seres biológicos, temos uma existência finita e a nossa imortalidade é previlegio da alma. (c)Elizeu NVL.

VIVER: SONHO x REALIDADE

Por mais que não queiramos admitir, julgo que ninguém consegue viver 100% do tempo a realidade nua e crua. Mesmo que tentássemos nos focar em nossos afazeres diuturnamente, e ainda sim, viveríamos em partes por nossos sonhos.

Você pode até ser uma pessoa cética quando a isso, contudo, se refletir um pouco, verá que se empenha tanto numa realidade que julga chata e que por vezes te aborrece, mas mesmo assim, prossegue dia após dia. Por que agimos assim?

Como sempre fazemos aqui, não temos ambição de responder todos as questões, tão-somente refletir. Pois, viver por viver não faz sentido se não tivermos fazendo por um proposito.

Não há como negar, que desde a mais tenra idade começamos sonhar, e às vezes, para os sortudos: isso-os acompanha pela vida inteira. Seja como for, é certo que vivemos num mundo de sonhos e fantasias: quando crianças, com aquele brinquedo que esperamos ansiosos para ganhar no aniversário ou nas festas natalinas. Já na adolescência: o relacionamento com a pessoa que idealizamos. Na fase adulta: o casamento ou relacionamento ideal; à ambição de galgarmos no estrado social; vencermos quaisquer desafios que a vida nos apresente. Na melhor idade: esses, são para ver o sucesso e a felicidade dos filhos, etc.

Portanto, não há quem nunca não tenha sonhado ou ainda, que não viva pelo seu sonho. Tem uma canção que gosto muito: “Não dá para separar o que é real dos sonhos” (Sandra de Sá).

Então! Porque estamos refletindo sobre isso? — como diz minha amiga das redes sociais, “você faz cada pergunta!”

Porque sonhar não é a questão! — Nada contra as pessoas que sonham. Além disso, porém, acrescentamos, que devemos sair em busca de realizá-los. Naturalmente, assumiremos que há um preço a se pagar por eles. E, os riscos, sempre vão existir, desde que acordamos até a hora de dormir. Contudo, o sucesso e a realização da sua vida sempre chega no dia para a noite, depois de 20 anos de luta. (Hermes Balcon).

Por fim, é fato que o tempo passa e se não agirmos, um belo dia de sol acordaremos e constaremos que vivemos apenas um sonho. © Elizeu NVL.

NOSSAS ESCOLHAS: SÃO ELAS QUE NOS DEFINEM…

Esteja onde você estiver, fazendo ou não qualquer coisa, acredite! Você está fazendo escolhas. Sempre que pensamos sobre o tema, julgo que a maioria de nós, entende que se trata de responder alguma coisa à alguém, ou seja, como se estivéssemos respondendo a um questionário com questões objetivas, no entanto, não é disso que trataremos aqui.

Nesta reflexão, não temos a ambição de esgotar o assunto, antes, porém, convocá-los para juntos compreendermos que de fato as nossas escolhas é que nos definem. Pois, seja agindo ou ficando inertes, trata-se de uma escolha.

Desde a mais tenra idade, somos compelidos agir segundo os nossos instintos primordiais, por exemplo: se sentimos fome; frio ou dor, a nossa reação imediata é chorar, ou seja, para que nos provenha. Que consequentemente essa atitude de chamar atenção, pode pôr em risco a nossa segurança. É fato, que nem sequer sabemos o que necessitamos, apenas agimos instintivamente, tal como qualquer filhote do reino animal, e com isso, nos tornamos alvos fáceis de predadores. Então! — desde sempre percebemos que existe uma lei de causa e efeito.

Quando adultos, contudo, alguns continuamos se portando como crianças manhosas, que com os nossos lamentos espera sensibilizar o próximo, ou o próprio estado, para que nos supra de algo. Agindo assim, é obvio que dadas pessoas ficam expostas aos perigos predatórios diretamente proporcional e em sentido oposto as suas necessidades. Disso decorre que tais pessoas são exploradas: por traficantes, empréstimos extorsivos, religiões mercantilizando milagres, piramides financeiras e tantos outros (facilitadores) de soluções à la carte. Que não é difícil deduzir onde isso tudo invariavelmente vai dar!

Por fim, quem de nós não conhecemos pessoas bem sucedidas economicamente e socialmente, que nem sequer obtiveram formação escolar, e que apesar disso, têm sucesso e ótima reputação social? Há outras, no entanto, que tem curso superior, etc. e se veem envolvidos com toda sorte de infelicidade, como: vícios; vida desregrada e péssima conduta na sociedade. Portanto, seja qual for o nível cultural do individuo, não é isso que o define e sim as suas escolhas. © Elizeu NVL.