REFLEXÃO: VEMOS O EFEITO, NUNCA A CAUSA.

Sempre que procuramos respostas para os (como e porquês) das coisas acontecerem diferentemente das nossas expectativas, invariavelmente atribuímos a algo ou a alguém, culpando-o pelo nosso aparente infortúnio: perda de um emprego, péssima nota nas provas, a batida do carro, ser deixado pela pessoa amada, etc. Também é fato que poucas pessoas conseguem fazer autocrítica ou tem capacidade de se deter e analisar antes de emitir qualquer juízo de valor.

Porquanto, ao que tudo demonstra, as nossas atitudes frente às desventuras da vida, seguem regras antiquíssimas, que provêm dos primórdios, bem antes das civilizações florescerem no fértil crescente (entre rios Tigres e Eufrates) e que é conhecida por estudiosos de todas as culturas (lei do menor esforço e maior beneficio).

Neste exato momento em que escrevo essas palavras, sou capaz de verificar um sem número de ocorrências das quais testemunhei desde que esse dia nasceu. São situações em que as pessoas procuram culpados por seus erros na tentativa infantil, ou melhor dizendo, de maneira primitiva de eximir-se da culpa da causa das próprias estultices.

Na lei do menor esforço: “o ser humano tem uma tendência natural para tentar obter o máximo resultado a partir de um esforço mínimo.” Não tem erro! Basta você parar e analisar a verdadeira causa da maioria dos seus infortúnios diários e compreenderá que na maioria das vezes foi por isso.

Em uma breve reflexão: O que tem a ver esse dita lei com a perda do amor de alguém, por exemplo? — elementar meu caro Watson!

Geralmente, se trata de consequências das atitudes negativas reiteradas que com o tempo foi se avantajando até se tornarem insuportáveis pelo outro, e aquele, acaba por dar o fim na relação. E assim poderemos enumerar um sem número de casos que com o mesmo “modus operandi”.

O nexo causal do nosso exemplo acima, é direto. A pessoa (A) vai passo a passo através de pequenos gestos diários de indiferença: “palavras rudes, intolerância com pequenas coisas, etc.” que está consciente disso, mas é mais cômodo fazer de conta que não foi nada, pois, amanhã à pessoa (B) terá esquecido tudo. Assim, se esquece da obrigação de que é necessário consertar as coisas após cada “vacílo”, antes que, tudo se apodreça e o inevitável aconteça.

Por fim, tudo se resume em não perceber que para todas as nossas pequenas ações haverá consequências. Tal como é a lei da causa e efeito.