O PIOR DA NATUREZA HUMANA.

Na busca do autoconhecimento, descobrimos que os nossos maiores desafios residem bem dentro de nós, apesar de geralmente atribuirmos tudo o que nos desagrade ou cause tristezas e desalentos à ação, ou omissão de outras pessoas. Pois, se determos para refletir sobre isso, certamente, ouviremos expressões como: “tal pessoa foi uma decepção na minha vida”; “fulano é me causou muito mal”; “perdi muito tempo da minha vida com tal pessoa” — a lista é grande, porém, isso não é tudo verdade.

Entretanto, se quisemos gozar de boa saúde e ter paz na alma, devemos reavaliar essas atitudes, sobretudo, frente aos nossos problemas cotidianos, pois, se assim agirmos, resolveríamos os altos índices de “stress”, que ouvimos nas queixas dos aflitos diuturnamente.

Aqui, resguardo-me, afirmando, que nem tudo o que nos decepciona é o responsável ou causador de “depressão”. Pois, essa, é de ordem química. — e afeta uma pequena parcela de pessoas — que pode e deve ser controlada por medicamentos. Simples assim. Contudo, abordamos sobre aquelas primeiras angústias, sobre as quais afirmo, que comumente às terceirizamos, culpando outrem por tudo de errado que nos sucede.

POR QUE AGIMOS ASSIM?

Bem! — Isso tem a ver com a nossa percepção de mundo. — “Vivemos num mundo de tempo e espaço. Consequentemente existe uma separação entre os desejos e a plena felicidade que procuramos”. (Cabalá) —O ser humano possui dois aspectos em sua natureza, a sua alma e o seu ego. O ego é conhecido pela palavra de código “Negatividade”, é o pior aspecto da nossa natureza.

Conquanto, esse, por se tratar de algo que provem de dentro de nos. — repito. — eu quero, eu preciso, eu, eu … — além disso, tem agravante, — porque, culturalmente fomos ensinados a não nos vermos assim, aprendemos que devemos confiar em alguém para que nos salve. Porém, durante o período em que vivermos sob o sol, somos os responsáveis por tudo — (lei da causa e efeito), é patente que podemos escolher: perdoar; mudar; esquecer, assim por diante, e com isso, evitaríamos as maiores decepções.

Portanto, não é saudável e nem eficiente, a nossa mera pretensão de mudar o aspecto da natureza de outras pessoas, tão-somente para atendar à nossa vontade egoísta — assim dito, porque provem do nosso ego, sendo esse, o grande vilão de tudo. ©Elizeu NVL.

SUICÍDIO: PERCEPÇÃO E MOTIVAÇÃO.

Por um momento, deixemos de lado os trabalhos dos grandes mestres: Freud; Skinner; Jung e tantos outros, que dedicaram tempo e energia para compreender o comportamento, escreveram muitas obras sobre a psique humana.

Propomos, entretanto, uma reflexão com um olhar mais estreito, sobretudo, pelo método aplicado, o empírico, porém, eficiente. Vemos que invariavelmente o diagnóstico em quase 99,9% dos casos de suicídio é a DEPRESSÃO.

É necessário, contudo, fazermos uma distinção entre a patologia que é identificada por diagnósticos médicos, a qual se trata de problemas de desiquilíbrio químicos no organismo, e nestes casos, a medicação é recomenda e fundamental. Há outros casos, porém, que também, são chamados de “depressão”  e não são.

Trata-se de pessoas que fazem auto-diagnósticos e assim se dizem sofredores dessa grave enfermidade.Por isso, que há um número grande de pessoas se dizem vitimas de depressão, quando, na verdade, estão passando por momentos de tédio, insegurança, desamores, decepções e outros, que se somam aos milhões de seres “deprimidas”.

Essas, no entanto, como vimos não tem nada a ver com aquela doença. Com isso, cria-se um grande abismo, entre o fato (verdade) e o exagero da subjetividade (especulação). Fez com que os números de pessoas deprimidas crescesse exponencialmente.

O que nos leva ao “X” da questão e ponderamos: —a maioria das pessoas que dizem “deprimidas” por — autodiagnostico, ou “porque está na onda falar que se está deprimido”, a essas, sugerimos erradamente o seguinte:

É unanime as ajudas que oferecemos essas ultimas pessoas  “doentes de depressão”, são: orar por eles, os levamos para as igrejas, chamamos para festas, ouvimos seus contínuos dilemas e estados de solidão, estimulamos com vídeos motivadores, palestras, etc.

Por outro lado, nunca, nunca mesmo, procuramos estimular o “doente” falar do seu próprio EGO, conscientiza-lo  de que tem um. Simples assim. As pessoas com estado de aparente depressão tem dentro de si um colossal EGO.

Se quisermos ajuda-las! — proponhamos que se conheçam por dentro, isto é, a compreender  que não o “ultimo biscoito do pacote”. Que devem sim, desenvolver empatia pelos outros. Pois, existem bilhões de pessoas em situações muito piores que as delas. Que a sua existência (vida) não lhes pertence! ©Elizeu Nvl. (filho de pai suicida, que também, passou por momentos depressivos).