ESCOLHA: É SUA VERDADE OU FICÇÃO?

São tempos sombrios para pensadores, porque nestes dias, a regra é que tudo na vida deva acorrer segundo uma dada lógica: o dito certo é o que é certo e ponto. Contudo, partindo do pensamento de Descartes no discurso do método, em que tudo é duvidoso: (se duvido penso, se penso, logo existo), por meio desta dúvida metódica, é quando se inicia o pensamento e de onde tudo deve começar.

Filosofia a parte, vale a pena refletir de uma perspectiva existencial, sobre o que fazemos se são pelas nossas escolhas, por exemplo: o que consumimos; o nosso lazer; o que ouvimos; assistimos; até a nossa espiritualidade e tantos outros assuntos. Ocorre que uma grande parcela somos condicionados a um dado modo de consumo, sugerida de maneira quase automática, pela Internet ou pelo ‘marketing’ tradicional. O fato é que poucas pessoas escolhem por si, contudo, o mais grave disso, é que estamos assimilando essas (facilidades) como se fosse uma mera comodidade.

No plano existencial, no entanto, há uma contradição, porque, pensar ou escolher deve ser uma atividade essencialmente de cunho subjetivo. Devemos, portanto,  voltar pensar conscientemente e fazer as nossas escolhas conforme o nosso livre arbítrio, ou seja, segundo a nossa (própria) vontade. Não devemos aceitar que nos tornemos meros objetos animados, como se fossemos personagens de uma obra de ficção.

Por fim, devemos dar um sentido a nossa existência, ou seja, viver a verdade das nossas escolhas, não nos submetendo à algo só para sermos aceitos por determinado grupo ou meio social,  só pelo fato deste deter o “status” de ideal pela tribo. Pois, no momento que deixarmos a subjetividade em detrimento da escolha de outrem, a nossa humanidade racional será reduzida a mera obra de ficção. © Elizeu NVL.

NOSSAS ESCOLHAS: SÃO ELAS QUE NOS DEFINEM…

Esteja onde você estiver, fazendo ou não qualquer coisa, acredite! Você está fazendo escolhas. Sempre que pensamos sobre o tema, julgo que a maioria de nós, entende que se trata de responder alguma coisa à alguém, ou seja, como se estivéssemos respondendo a um questionário com questões objetivas, no entanto, não é disso que trataremos aqui.

Nesta reflexão, não temos a ambição de esgotar o assunto, antes, porém, convocá-los para juntos compreendermos que de fato as nossas escolhas é que nos definem. Pois, seja agindo ou ficando inertes, trata-se de uma escolha.

Desde a mais tenra idade, somos compelidos agir segundo os nossos instintos primordiais, por exemplo: se sentimos fome; frio ou dor, a nossa reação imediata é chorar, ou seja, para que nos provenha. Que consequentemente essa atitude de chamar atenção, pode pôr em risco a nossa segurança. É fato, que nem sequer sabemos o que necessitamos, apenas agimos instintivamente, tal como qualquer filhote do reino animal, e com isso, nos tornamos alvos fáceis de predadores. Então! — desde sempre percebemos que existe uma lei de causa e efeito.

Quando adultos, contudo, alguns continuamos se portando como crianças manhosas, que com os nossos lamentos espera sensibilizar o próximo, ou o próprio estado, para que nos supra de algo. Agindo assim, é obvio que dadas pessoas ficam expostas aos perigos predatórios diretamente proporcional e em sentido oposto as suas necessidades. Disso decorre que tais pessoas são exploradas: por traficantes, empréstimos extorsivos, religiões mercantilizando milagres, piramides financeiras e tantos outros (facilitadores) de soluções à la carte. Que não é difícil deduzir onde isso tudo invariavelmente vai dar!

Por fim, quem de nós não conhecemos pessoas bem sucedidas economicamente e socialmente, que nem sequer obtiveram formação escolar, e que apesar disso, têm sucesso e ótima reputação social? Há outras, no entanto, que tem curso superior, etc. e se veem envolvidos com toda sorte de infelicidade, como: vícios; vida desregrada e péssima conduta na sociedade. Portanto, seja qual for o nível cultural do individuo, não é isso que o define e sim as suas escolhas. © Elizeu NVL.