ALMA: QUAL O TAMANHO DA SUA?

Relutamos muito para tratar do assunto, visto por muitos como abstrato. Contudo, julgo não ser, porque, falar da nossa Alma, é de fundamental importância para compreender a nossa existência e a forma com que interagimos com o mundo que nos cerca. Antes, porém, devemos ter um forte proposito nesta empreitada de descoberta, pois, remete ao centro do conhecimento de nós mesmo.

Faremos o registro: o dito aqui, não pertence a quaisquer dogmas religiosos ou profundas reflexões filosóficas, muito pelo contrário. Estamos em busca do conhecimento por via empírica, para tanto, observaremos apenas os fatos do dia a dia, com atenção e sensibilidade.

Sabemos que somos diferentes dos demais seres vivos que habitam o planeta, isso não há o que discutir. Também é fato que essa capacidade de buscar compreender o universo é peculiar, sabemos disso, desde os primórdios através dos registros da nossa história. Portanto, devemos nos questionar se não somos meros seres biológicos, qual a parte observaremos? — certamente, a maneira pela qual nos expressamos.

Para mensurar o que falamos, citamos trecho de uma canção: “pessoas de alma pequena querendo aquilo que não tem […] para quem não sabe amar fica esperando quem caiba no seu sonho”. (Cazuza). Isso bem ilustra que tudo depende de como somos, não há nada fora de nós. Se desejarmos e criarmos determinadas expectativas muito além de nossa capacidade de compreensão do quem somos e queremos, isso será apenas um sonho.

É por conta disso, que encontramos no dia a dia, pessoas de almas pequenas, são: os vaidosos, os invejosos, os que odeiam, os que tramam maldade, os que maldizem os outros… Também, são pequeninas, as de quem: não nunca assumem seus erros, não se perdoam, não viram as páginas e esquecem, não tem confiança própria. Sobremaneira, aqueles que vivem através da vida de outrem e nunca assumem os riscos pelos seus sonhos.

Por fim, já dizia o poeta: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” (Fernando Pessoa). Devemos encarar a vida e a nos mesmos com as nossas próprias verdades e responsabilidades. Nunca pertencendo ao algo que não a nossa própria consciência.©Elizeu NVL.