SINTO: LOGO ESTOU FELIZ

Desde criança eu já pensava e me questionava sobre a felicidade: Como saberei que sou feliz? O que é a felicidade? O que é preciso para ser feliz?

No entanto, a gente aprende, que: Nem sempre um aperto de mão é um compromisso; A grande parte do que te ensinaram sobre a vida não é toda a verdade; Algumas pessoas podem ser cruéis; Amizades verdadeiras são raras; O mal não existe por si só, assim como as outras decepções.


Assim, é com essas constatações, que fazemos ao longo da vida, nos levam a refletir.


Em princípio, entretanto, para saber se você é feliz faz-se necessário compreender o conceito de felicidade, excluindo que:
1) A felicidade não é meta – porque, se assim fosse, bastaria você idealizar uma carreira profissional, a constituição de uma família, etc. para ter felicidade;
2) A felicidade não é um destino – pois, seria muito fácil alcançar, bastaria ir até a felicidade;
3) A felicidade não tem preço – seria mais fácil ainda, porque bastaria ter dinheiro para comprar a felicidade;
4) A felicidade não é um grau – tranquilo também, porque bastava se dedicar com foco e você galgaria até o nível da felicidade.


Sabendo, portanto, o que felicidade não é, fica mais simples para descobrir se você é feliz ou não. Ou seja, ser feliz é curtir cada momento da vida, dando-lhe a importância como se esse fosse o seu último.


Por fim, não é necessário planejar muito ou empreender uma jornada épica para ser feliz, basta sentir e viver os momentos alegres e de contentamento, como se fossem uma dádiva. Assim, acredite, você encontrou a felicidade.

LIBERDADE: O ALICERCE PARA FELICIDADE

Se pensarmos nas primeiras atitudes que temos na busca pela nossa liberdade, constataremos que essas, mesmo que tecnicamente fazemos por nossos instintos, na prática, é com elas que inauguramos na vida, pois, pelo ato de respirar fora do ventre materno estreamos como indivíduos, com potenciais para viver a felicidade.

Nesta reflexão não temos a pretensão de esgotar um tema tão abrangente, tão-somente provocar introspecção, no sentido de percebermos quão valioso e indispensável é a liberdade para a felicidade.

Dependendo do seu grau de evolução como ser consciente, a liberdade nunca estará separada de boa condição de saúde, seja: física, mental, espiritual e emocional. Entretanto, para os menos espiritualizados, condicionam-na, também ter a (posse) de bens e os recursos financeiros. Seja qual for o seu entendimento sobre o tema, é fato, que para os pontos de vistas citados, algo que é comum a todos: para ser feliz é indispensável ser livre.

Por fim, embora haja muita subjetividade, ninguém pode seguramente afirmar que conhece momentos felizes sem que primeiro esteja em LIBERDADE, pois, ela permite ao ser capaz, fazer escolhas livres e conscientes, nunca ESTANDO CONDICIONADO agir contrario a própria consciência. Julgo que a LIBERDADE verdadeiramente é o pilar base que sustenta o todo. © Elizeu NVL.

FELICIDADE: EXISTE UM MOMENTO?

Sempre que alguém busca compreender o tema, vem logo a mente, que se trata de um ideal filosófico, pois, não há uma receita que ao final de juntar todos os ingredientes obteriam o bolo pronto, a felicidade. Contudo, é fato que há unanimidade quanto ao desejo de experimenta-la, conhece-la e vivencia-la; tudo dependendo de como você a concebe, respectivamente. Se ela é algo que tanto se fala através de todas as expressões artísticas, tais como: poesias, canções, romances, cinema, teatro, etc. Então! Por que é tão raro encontrar alguém que seja capaz de compreender e descreve-la como algo real e atingível?

Inicialmente, é necessário fazer uma distinção do nosso público, em dois grandes grupos: os conscientes e os que só seguem o bando — são adeptos do senso da maioria.  De forma que, a parcela consciente de nós, que são aptas para responder prontamente a questão posta,  são indivíduos despertos que sabem que temos as nossas peculiaridades, as quais, são uteis e até diria essenciais para esta reflexão.

Por outro lado, entretanto, as pessoas que não tem opinião própria e se deixam influenciar e até são guiadas por um modelo ideal de felicidade estabelecido pelo sistema de consumo, que determina o que vestir, comer, lazer, carreira, religião, ou seja, agem em conformidade com o que a “mídia” prescreve, renegando a possibilidade de SER em detrimento do apenas TER. Acredito que a nossa reflexão não fara sentido para esses. Perdoem-me.

Assim, convido aqueles dispostos a pensar por si mesmos a acompanhar-nos. Existe um ditado da Roma antiga que diz “a vida é um curto sonho de alegria e a exuberância da idade primaveril”, isso nos remete pensar como o tempo aqui é breve, se esperamos por algo que nos proporcionara momentos felizes, devemos questionar: será que quando chegar esse dado momento, esse ainda será meu ideal de felicidade?

O grande Carl Jung nos ensina que “uma pessoa envelhecida tem olhos voltados para o passado, e uma criança normalmente olha para sua frente”, eis o paradoxo da felicidade, ela nunca está presa ao lapso temporal — nunca seremos no futuro a mesma pessoa que somos no presente. Pois, não são as coisas que mudam e sim a nossa percepção da realidade. O que hoje nos parece sublime e ideal, amanhã o veremos de outra maneira, tal como algo sem muita importância.

Por fim, ninguém poderá ter a garantia de que será feliz quando tiver atingido determinada meta pessoal, seja um patamar na escala social, riqueza, emprego ideal, casamento, casa dos sonhos, etc. A felicidade, portanto, só será percebida se observar os nossos momentos de contentamento e alegria, sobremaneira, nos pequenos gestos de carinho e na apreciação do que é belo, onde não haja expectativas predefinidas para concebê-la. Então o sensato acertadamente dirá, estou feliz. © Elizeu NVL.