LIBERDADE: O ALICERCE PARA FELICIDADE

Se pensarmos nas primeiras atitudes que temos na busca pela nossa liberdade, constataremos que essas, mesmo que tecnicamente fazemos por nossos instintos, na prática, é com elas que inauguramos na vida, pois, pelo ato de respirar fora do ventre materno estreamos como indivíduos, com potenciais para viver a felicidade.

Nesta reflexão não temos a pretensão de esgotar um tema tão abrangente, tão-somente provocar introspecção, no sentido de percebermos quão valioso e indispensável é a liberdade para a felicidade.

Dependendo do seu grau de evolução como ser consciente, a liberdade nunca estará separada de boa condição de saúde, seja: física, mental, espiritual e emocional. Entretanto, para os menos espiritualizados, condicionam-na, também ter a (posse) de bens e os recursos financeiros. Seja qual for o seu entendimento sobre o tema, é fato, que para os pontos de vistas citados, algo que é comum a todos: para ser feliz é indispensável ser livre.

Por fim, embora haja muita subjetividade, ninguém pode seguramente afirmar que conhece momentos felizes sem que primeiro esteja em LIBERDADE, pois, ela permite ao ser capaz, fazer escolhas livres e conscientes, nunca ESTANDO CONDICIONADO agir contrario a própria consciência. Julgo que a LIBERDADE verdadeiramente é o pilar base que sustenta o todo. © Elizeu NVL.

SER LIVRE: VOCÊ CONHECE A LIBERDADE?

Julgo ser difícil encontrar uma única pessoa, que nunca utilizou a expressão eu sou livre pelo menos algumas vezes durante sua vida, e há outros, contudo, que sonham com isso diuturnamente, também é certo, que muitos findam seus dias neste mundo, sem nunca terem a experiência real com a liberdade.

É fato, contudo, que se as pessoas forem descrever o que é ser livre, veremos que muitos não fazem à mínima ideia do que seja, e outros, entretanto, argumentarão que liberdade é um conceito bem amplo e trata de um ideal filosófico, etc., com grande peso de subjetividade. Soma-se a isso, que ser livre, dependerá do quanto o individuo conhece a si mesmo e qual seu envolvimento com dogmas e outras crendices, pois sabemos, que o seu discernimento estaria contaminado.

Nesta reflexão, porém, não temos a pretensão de aprofundar no assunto a ponto de esgotar um tema tão amplo. Mas, falaremos considerando o que está ao alcance de pessoas comuns (medianas), e assumiremos que liberdade: “um direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade”.  Entretanto, ao final verificaremos quanta incoerência há sobre ponto de vista do que é ser livre ou não.

Inicialmente, devemos compreender que temos o que escolhemos, com exceção do nosso nascimento e da forma que fomos educados até à maturidade, depois isso, ao atingirmos vida adulta é inconcebível dizer que não tivemos escolhas. Se assim pensamos, lamentavelmente nunca seremos a pessoa que experimentará a sensação de ser livre.

Depois, que essa liberdade a que nos referimos, é essencialmente manifestada por alguém que vive plenamente segundo o seu livre arbítrio. Que essa, é construída ou conquistada, pagando-se um preço por ela. Pois, não seremos de fato livres, sem o exercício das nossas escolhas, sem pagar o custo dessas e que nunca estarão dissociadas de responsabilidades.

Ser livre, é a capacidade de fazer escolhas segundo o nosso próprio entendimento e do mundo que nos cerca, isso, sem nenhuma condição preestabelecida e a nós impostas. Aqui, não falamos de direito natural ou de modelos de comportamentos que julgamos perfeitos. Pelo contrário, pois, se assim fosse, seria o mesmo que anular o nosso livre arbítrio.

Portanto, ser livre, é fazer escolhas conscientes, que consideram a nossa capacidade plena de pensar livremente, sem estarmos sujeitos à algo, alguém ou alguma coisa, que não á nos mesmo. Desta maneira, nunca nos sentiríamos constrangido ou com medo das consequências de nossas decisões. Como já dissemos, toda a liberdade tem preço e responsabilidade. ©Elizeu NVL.