REFLEXÃO: COMO CRESCER COMO SER, EM UMA PANDEMIA?

Estamos todos “confinados”, mas a maioria de nós em nossas casas! Guardada as devidas proporções, até que é muito bom, pois, afinal de contas, em tempos normais muitos nem sequer passam mais que 1/3 do seu tempo (dia) em sua própria casa.

Entretanto, aos que estão saudáveis, isto é, não foram expostos ao vírus (COVID-19), sintam-se felizes, porque para estes, basta evitar o contato com o “mal” que espreita a cada toque do convívio com nosso próprio meio social. Isto porque, não há um só estado do nosso Brasil que afirme estar livre do risco.

Porquanto, já se passaram cinco dias desde que comecei escrever essa reflexão, parei de fazê-lo, no segundo paragrafo, pois, por motivo de força maior tive que viajar.

Contudo, como sempre gosto de falar de empirismo, este é meu depoimento:

Fora quatro dias quase “sem parar”, rodei mais de quatro mil quilômetros com automóvel: sai de Rondônia cruzei os dois estados de Mato Grosso e do Sul, Paraná, até a fronteira do Paraguai, passei uma centena de km pelo estado de São Paulo e retornei. Ao longo de todo trajeto da viagem pude observar o medo estampado nos olhos de todos que vi (atendentes dos pedágios e os frentistas dos postos de combustíveis). — tomei medidas sanitárias elementares: levei comigo um ‘kit’ de produtos de higienização e além de máscaras e luvas. Segui o protocolo de segurança sanitária. Por dezenas de cidades que passei, em algumas, até registrei com meu celular, tudo vazio, foi algo que nunca esperava ver na minha grande nação, o povo recluso e com tanto medo, tudo se assemelhou cena de filmes de ‘hollywoodianos’ de pandemia. Concluo esta, muito diferente do que faria se não tivesse feito essa viagem. Pois, graças ao Eterno nada me ocorreu de anormal. Sinto cansaço e algumas dores, mas estou feliz e em paz por ter cumprido minha missão: trouxe comigo minha filha n.º 5, sã e alegre. Estamos aguardando em casa, o afastamento desse mal do meio de todos nós.

Por fim, creio que devemos ter responsabilidade e terminação em tudo que nos propormos a realizar, pois, é fato que o Eterno tudo nos permitirá se tivermos um coração forte e fé inabalável.

REFLEXÃO: SER PRAGMÁTICO É NECESSÁRIO?

Quem nunca ouviu a expressão (faço as coisas do meu jeito, goste ou não, sou assim)? — Quase sempre a pessoa com tal “princípio”, vivendo em sociedade, é tida como sistemático. Fato é que na vida em comunidade deve-se considerar muito além das nossas meras convicções. Muito embora, existem pessoas que vivem segundo o seu próprio código de regras, uma espécie de dogma, pois é uma verdade só existe em suas mentes.

Pragmatismo: corrente de ideias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito na prática. — (Charles Sanders Peirce e William James, da virada do século XIX).

É fato que se analisarmos o nosso dia a dia, vemos que as pessoas inflexíveis ou “ortodoxas”, aquelas que são guiadas por um sistema de comportamento muito particular, enfrentam mais resistência social no ceio da sua comunidade. Que por conta disso, lhes rende muitas dificuldades de relacionamentos sociais e legais, aqui, não me refiro especificamente às regras morais.

Entretanto, me ocorreu que a regra na vida é ser oposto disso. Isto é, devemos ser bem mais práticos, ou seja, pragmáticos. É certo que devemos nos adaptar as circunstâncias com relativa frequência, por exemplo: no seio do sistema de justiça brasileiro, que regula nossa vida civil, a nossa lei civil (código civil), está carregada de privatismo que permite o autorregramento pelas partes do procedimento judicial.

Trocando por miúdos é cada vez mais comum e estimulado as autocomposições: (método de resolução de conflitos entre pessoas e consiste um dos indivíduos, ou ambos, criam uma solução para atender os interesses deles, chegando a um acordo).

Portanto, é cada vez mais trivial a resolução de conflitos por esses meios, em oposição ao que ocorria há décadas passadas, onde aguardávamos o Estado (judiciário) dizer o direito, ou seja, no popular buscava-se a justiça.

Por fim, a vida para o ortodoxo em nossos dias, no século XXI é deve ser difícil, pois terá que superar “as coisas do seu jeito” para se adaptar ao pragmatismo (aquilo que é razoável para pacificar a sociedade). Com isso o pragmatismo finda sendo a regra em oposição ao que aprendemos com nossos pais.