ESCOLHA: É SUA VERDADE OU FICÇÃO?

São tempos sombrios para pensadores, porque nestes dias, a regra é que tudo na vida deva acorrer segundo uma dada lógica: o dito certo é o que é certo e ponto. Contudo, partindo do pensamento de Descartes no discurso do método, em que tudo é duvidoso: (se duvido penso, se penso, logo existo), por meio desta dúvida metódica, é quando se inicia o pensamento e de onde tudo deve começar.

Filosofia a parte, vale a pena refletir de uma perspectiva existencial, sobre o que fazemos se são pelas nossas escolhas, por exemplo: o que consumimos; o nosso lazer; o que ouvimos; assistimos; até a nossa espiritualidade e tantos outros assuntos. Ocorre que uma grande parcela somos condicionados a um dado modo de consumo, sugerida de maneira quase automática, pela Internet ou pelo ‘marketing’ tradicional. O fato é que poucas pessoas escolhem por si, contudo, o mais grave disso, é que estamos assimilando essas (facilidades) como se fosse uma mera comodidade.

No plano existencial, no entanto, há uma contradição, porque, pensar ou escolher deve ser uma atividade essencialmente de cunho subjetivo. Devemos, portanto,  voltar pensar conscientemente e fazer as nossas escolhas conforme o nosso livre arbítrio, ou seja, segundo a nossa (própria) vontade. Não devemos aceitar que nos tornemos meros objetos animados, como se fossemos personagens de uma obra de ficção.

Por fim, devemos dar um sentido a nossa existência, ou seja, viver a verdade das nossas escolhas, não nos submetendo à algo só para sermos aceitos por determinado grupo ou meio social,  só pelo fato deste deter o “status” de ideal pela tribo. Pois, no momento que deixarmos a subjetividade em detrimento da escolha de outrem, a nossa humanidade racional será reduzida a mera obra de ficção. © Elizeu NVL.