REFLEXÃO: SER PRAGMÁTICO É NECESSÁRIO?

Quem nunca ouviu a expressão (faço as coisas do meu jeito, goste ou não, sou assim)? — Quase sempre a pessoa com tal “princípio”, vivendo em sociedade, é tida como sistemático. Fato é que na vida em comunidade deve-se considerar muito além das nossas meras convicções. Muito embora, existem pessoas que vivem segundo o seu próprio código de regras, uma espécie de dogma, pois é uma verdade só existe em suas mentes.

Pragmatismo: corrente de ideias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito na prática. — (Charles Sanders Peirce e William James, da virada do século XIX).

É fato que se analisarmos o nosso dia a dia, vemos que as pessoas inflexíveis ou “ortodoxas”, aquelas que são guiadas por um sistema de comportamento muito particular, enfrentam mais resistência social no ceio da sua comunidade. Que por conta disso, lhes rende muitas dificuldades de relacionamentos sociais e legais, aqui, não me refiro especificamente às regras morais.

Entretanto, me ocorreu que a regra na vida é ser oposto disso. Isto é, devemos ser bem mais práticos, ou seja, pragmáticos. É certo que devemos nos adaptar as circunstâncias com relativa frequência, por exemplo: no seio do sistema de justiça brasileiro, que regula nossa vida civil, a nossa lei civil (código civil), está carregada de privatismo que permite o autorregramento pelas partes do procedimento judicial.

Trocando por miúdos é cada vez mais comum e estimulado as autocomposições: (método de resolução de conflitos entre pessoas e consiste um dos indivíduos, ou ambos, criam uma solução para atender os interesses deles, chegando a um acordo).

Portanto, é cada vez mais trivial a resolução de conflitos por esses meios, em oposição ao que ocorria há décadas passadas, onde aguardávamos o Estado (judiciário) dizer o direito, ou seja, no popular buscava-se a justiça.

Por fim, a vida para o ortodoxo em nossos dias, no século XXI é deve ser difícil, pois terá que superar “as coisas do seu jeito” para se adaptar ao pragmatismo (aquilo que é razoável para pacificar a sociedade). Com isso o pragmatismo finda sendo a regra em oposição ao que aprendemos com nossos pais.

ESPERANÇA: QUAL É A ARMA DO JOGO?


Quem nunca acordou algum dia, se sentindo como se não houvesse luz no final do túnel? — Outros, entretanto, nem sequer veem o próprio túnel. Pois, os nossos problemas aparentam tão grandes e difíceis, quanto à escalada do “Everest”, são momentos de pura desesperança. Para as nossas mentes, é como se tateássemos num escuro completo. É, nestes momentos, e que estamos diante do já tão conhecido beco (sem saída).

O curioso ao observarmos esses instantes de breu total da nossa consciência, e que, os mais ingênuos de nós, de imediato, começam a fazer uma interminável lista dos possíveis e potenciais culpados, por tudo. Sem sequer, parar, por instantes, para se autoanalisar. Ou seja, olhar para dentro de si e rever quais das suas escolhas e ações, que foram as responsáveis de fato.

Penso que isso, em partes, isso se deva, a nossa cultura ocidental de sempre buscarmos por algo fora de nós. Por exemplo, de sermos salvos dos nossos problemas, como num passe de mágica.

Nada contra a fé de ninguém, contudo, deveríamos assumir a nossa parcela de responsabilidade em tudo que fazemos. Não podemos terceirizar os meios que utilizamos visando conquistar algo, quando são os fins que nos interessa. Aprendemos ser pragmáticos, ou nunca sairemos desse ciclo, vicioso.

Nestas reflexões semanais, procuraremos compreender porque somos tão contraditórios, pois, mesmo nos frustrando, e alguns constantemente, continuamos fazendo sempre as mesmas coisas, esperando por resultados diferentes. Isso é a maior incoerência.

Por fim, julgo que o fundamental, é ter em mente que tudo passa, até os momentos de felicidade, de maneira que os outros também, passarão, portanto, a esperança deve ser cultivada em nossas almas constantemente, assim como, o pragmatismo em nossas escolhas são essenciais. Essa é a arma do jogo. ©Elizeu NVL.