VAIDADES: SOMOS SERES OU COISAS?

Quem não gosta de se apresentar bem? — muito já foi dito nas publicidades: o mundo trata melhor que se veste bem, para grande parcela de nós, isso é até razoável.  Sabemos, no entanto, que quando esse adagio se torna a regra em nossas vidas e, atropela os limites das nossas escolhas, estaremos diante da transmutação de um ser consciente no mero objeto de vontade, que segue o modismos de determinado bando.

Nossa reflexão, como sempre, não visa discorrer sobre os aspectos filosóficos, antropológico, sociológicos, etc. que o tema permite, mas tão-somente que avaliemos as nossas atitudes do cotidiano, segunda as quais, fazemos as nossas escolhas.

Como bem sabemos, somos essencialmente seres sociais, que como tais, temos necessidades de pertencer a determinado grupo, até aqui, nada de mais, julgo saudável do ponto de vista da sociabilidade, pois, nos permite firmarmos laços duradouros de amizades, etc. e, também porque isso faz bem a nossa psique.

Porém, quando as nossas atitudes são no sentido de viver em função de moda, quer dizer, de condicionarmos a ter e agir segundo: roupa de grifes, veículos “top”, frequentar locais badalados, etc., impondo-nos aplicar muitos esforços e dinheiro além da nossa capacidade social e econômica. É disso que tratamos hoje, pois, deveríamos repensar as nossas escolhas condicionadas.

É consenso, no entanto, para maioria de nos, que desejamos viver bem e sermos felizes, contudo, isso não significa que necessitamos seguir determinados modelos comerciais de felicidade, pois, é fato que somos indivíduos conscientes e não meros objetos ou coisas.  

Assim, conseguimos fazer escolhas livres e conscientes. Isso é uma competência impar que temos em todo o reino de viventes do planeta terra. Pois, compreender outros seres e o mundo que nos cerca; de forma que interagimos e moldamos o meio ambiente segundo nossas necessidades, é o que nos torna essencialmente seres humanos.

Portanto, ao deixarmos de lado essa capacidade que temos de fazer escolhas e interagir com pessoas, em detrimento de condicionarmos a modelos de consumos, é a maior das incoerências que cometemos.  Gosto de pensar sobre o tema, segundo o ponto de vista um sábio, que disse: tudo é vaidade debaixo do sol. (Rei Salomão). ©Elizeu NVL.